September 5, 2008

A Performance, o presente e o futuro do jornalismo cultural no Rio de Janeiro

E o evento aconteceu. E foi um luxo. Performance Presente Futuro, no Oi Futuro, trouxe trabalhos incríveis, mostra de vídeos interessantes e 3 palestras que deram muito que pensar. Sim, eu fiz a curadoria e tenho uma visão parcial da coisa. Mas o retorno que tive do público foi esse: um evento com um recorte e produção excelentes.

O ponto alto foi a palestra da artista Orlan, no Brasil a convite nosso. Casa cheia, noite disputada.

Mas, se por  um lado o público compareceu vibrante, por outro a mídia impressa, ainda cara aos divulgadores institucionais, parecia ignorar que mais uma vez algo interessante sobre arte contemporânea estaria acontecendo no fim de semana na cidade da televisão.

Se Orlan foi nosso destaque, para os meios de comunicação locais era só uma extravagância metida a arte. Elevada à condição de ‘corpo estranho’, Orlan ganhou pequeno destaque na revista dominical do principal jornal da cidade. Na coluna “Sei lá, mil coisas…” de 24/08/2008 o diário O Globo estampou uma foto da artista e três perguntas/respostas superficiais. Naquele espaço, que comenta lançamentos comerciais, chacotas e bizarrices da semana, Orlan surgiu ao lado do sósia de Roberto Carlos e de uma nota sobre implantes de cílios. Sei lá, mil coisas…

Na semana do evento lá estava Orlan de novo no mesmo jornal, não no caderno de cultura, cujo editor não dá muita bola para as bobagens da arte contemporânea, mas no guia de programação do fim de semana. Que bom. Mas também que triste: o evento, cujo foco era a performance ao vivo e suas relações com a tecnologia, saiu com o título errado, ficando apenas “Presente Futuro”. E algumas apresentações, como as de Chelpa Ferro e Maurício Ianês, foram divulgadas como ‘vídeos’. Foi como se tivessem suprimido a palavra ‘dança’ de um evento de dança.

O preconceito da mídia carioca impressa com a arte contemporânea faz corar público, profissionais e instituições por que se percebe como ignorância assumida e pensada daqueles que deveriam estimular o exercício intelectual na sociedade. Após um ciclo de decadência, o Rio de Janeiro tem conseguido retomar uma agenda cultural ainda frágil mas já diversa e cosmopolita. Entretanto, o conservadorismo dos que editam o conteúdo dos veículos de comunicação impressos prefere a mesmice daquilo que é comercial.

Porém, talvez eles tenham suas razões: enquanto a fútil celebrity da vez implanta silicone bem-comportado sem alardear conceitos, ajudando a vender artigos, a artista Orlan, cuja manipulação corporal traz questões éticas, estéticas e filosóficas parece muito difícil, merecendo ficar mesmo no plano da bizarrice. Ainda que muitos digam por aí que ela é um dos nomes mais interessantes da arte do século XX.

Sei lá, mil coisas…

January 17, 2008

O meio da arte no Brasil: um lugar nenhum em algum lugar

O MEIO DA ARTE NO BRASIL: UM LUGAR NENHUM EM ALGUM LUGAR
DANIELA LABRA 2008-01-16

O título deste texto refere-se a artigo escrito nos anos 1980 pelo crítico de arte e curador brasileiro Paulo Venâncio Filho, que apontava para a fragilidade do meio de arte no Brasil, chamando-o de “lugar nenhum” (1). Segundo o autor, o cenário da época não promovia realmente a dimensão cultural da produção artística posto que, calcado no incipiente mercado de arte inflado durante o “milagre econômico” da era militar (1964-1985), não se constituía “num efetivo instrumento de institucionalização do trabalho de arte”, uma vez que se investia apenas numa produção já institucionalizada. Nesse contexto, a produção contemporânea era neutralizada de seus aspectos polêmicos e transformada em “afetação cultural” (2), isto é, num produto decorativo pronto para o consumo de uma elite.

Leia a íntegra em ARTECAPITAL.NET

obs. Este texto é uma continuação (e aprofundamento) de artigo publicado na Revista Arte e Ensaios nº 12, Rio de Janeiro, UFRJ, 2006

February 11, 2007

FABULOSAS DESORDENS

De 12 de março de a 29 de abril de 2007, na Caixa Cultural, Rio de Janeiro.

www.fabulosasdesordens.com

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Detalhe de Stohead (Escultura) e Bragga (Pintura), durante a montagem

Clique para ampliar

January 30, 2007

Artistas novos no pedaço

Egressos do grafite, mas hoje com discurso de artistas plásticos, moços talentosos são representados pelo agente William Baglione. Há qualidade - ainda que qualidade em arte pode ser um aspecto muito subjetivo, como se sabe.

www.myspace.com/baglione_c

January 10, 2007

Rapinante

Rapinante

Blog do meu colega Guy Amado, sempre atento e crítico ao seu entorno. Os visitantes são mais palpiteiros do que os do Artesquema! rsrsrsr. Vale uma boa visita…