August 8, 2010
Do site Cultura e Mercado, de Leonardo Brant, recebi uns apontamentos que julgo importantes para estimular o debate e o pensamento acerca do futuro das políticas culturais no Brasil.
Porém, aproveito para lançar a provocação: Se em escala federal as políticas culturais se desenvolveram bem nos últimos anos, graças a ministros que pertenceram ao PV, no nível municipal o setor ainda não é levado à sério. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, grande capital e vitrine turística deste país, os centros de arte administrados pela Prefeitura tem um orçamento hilário de tão parco.
Na era em que a cultura é entendida como investimento, oportunidade de negócio e geração de renda, a classe artística desta e de muitas outras cidades brasileiras ficam mortificadas com a atenção dada aos viradões espetaculares e comícios culturais, enquanto que os equipamentos culturais já existentes só recebem esmolas. Não faz sentido.
Mas vamos ao debate sobre as plataformas de governo, no Cultura e Mercado:
Dilema do descaso: os candidatos não têm propostas para a cultura por que as pesquisas não apontam cultura como prioridade? Ou as pesquisas não revelam cultura como prioridade por que a mídia não cobre o assunto? Começou a corrida eleitoral e, para variar, a política cultural continua em segundo plano.
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July 11, 2010
Repassando o chamado enviado por Paula Trope, artista visual e representante da classe artística pelo Sudeste, na Câmara Setorial de Artes Visuais – órgão formado por conselheiros da sociedade civil para atuar junto ao MinC e no governo, pelos interesses de diversas àreas e setores da cultura.
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Caros,
É com apreensão que recebemos a notícia da vacância na Direção do Centro de Artes Visuais da Funarte. Estamos num momento crucial pela construção de políticas por questões caras à arte contemporânea, como a experimentação, a multiplicidade de meios, a transdisciplinaridade, ampliação de verbas e criação de programas, nossas demandas em perspectiva nacional. É importante que os artistas, pensadores e demais profissionais da área acompanhem de perto essa transição.
Para isso, artistas visuais e profissionais da área, reunidos no último 05/7 no Museu da República, Rio de Janeiro, elaboraram uma carta, apoiada e referendada pelo Colegiado Setorial de Artes Visuais, ao Ministro da Cultura Juca Ferreira e ao Presidente da Funarte, Sérgio Mamberti, solicitando participação ativa na indicação da Direção do CEAV, garantindo a interlocução da classe junto ao Governo Federal quanto aos desdobramentos das políticas culturais para as artes visuais.
É urgente a adesão de todos os artistas visuais e profissionais da área a essa mobilização, unindo-se no abaixo-assinado em anexo.
Ass.: Artistas e profissionais reunidos no Museu da República, apoiados e referendados pelo Colegiado Setorial de Artes Visuais, seguidos das demais adesões da classe.
Clique abaixo para entrar no link
Carta ao Ministro Juca
July 4, 2010
O Ministério da Cultura (MinC) lançou na semana passada
a segunda edição do estudo Cultura em Números,
originalmente publicado em 2008.
O levantamento traz os indicadores culturais
referentes à produção, oferta, valores de captação,
fundos, legislação e políticas de cultura.
Entre os setores analisados estão:
cinema, vídeo, música, teatro, dança, circo,
artes, design e moda, fotografia, patrimônio,
museus, cultura popular, biblioteca pública,
livraria, centro cultural, artesanato e meios de comunicação.
Os dados foram coletados entre os anos de 2003 e 200
pelo IBGE, IPEA, INEP, Ibope, e compilados pelo MinC entre 2007 e 2008.
Faça o download do estudo e confira os dados gerais e de cada Estado.
Baixe o PDF com os dados aqui: http://www.cenacine.com.br/wp-content/uploads/minc-cultura-em-numeros.pdf
April 5, 2010

Seminário Encontros Visuais – poéticas e retóricas contemporâneas em campo brasileiro
Dias 7, 8 e 9 de abril de 2010
Local: Escola de Artes Visuais da UFG
O seminário Encontros Visuais – poéticas e retóricas contemporâneas em campo brasileiro é uma iniciativa para ordenar, difundir e mapear o atravessamento de experimentações, confluências e discursos que a arte contemporânea brasileira está travando tanto com o circuito de arte local quanto com a rede global de comunicação.
Participantes: Daniela Labra e Felipe Scovino (críticos de arte e curadores-RJ), e os artistas Luiza Baldan (fotografia, RJ), Mauricio Ianês (performance, SP) e Waléria Américo (multimídia, CE).
Veja a Programação
March 21, 2010
GEOPOLÍTICA DEL ARTE: NOCIONES EN DESUSO – Néstor García Canclini
1. ¿Cómo definir en las artes las relaciones entre norte y sur o entre oriente y occidente? Distintas épocas generaron narrativas que hoy son difíciles de aplicar como: colonialismo, imperialismo, poscolonialismo. Subsisten procesos de dominación que merecen los primeros dos nombres, pero la mayor parte de los vínculos asimétricos, desiguales, entre países o culturas requieren otros conceptos, que aún no tenemos.
Las teorías poscoloniales, nacidas en India y otros países asiáticos independizados hace cinco o seis décadas, son menos productivas en América latina, donde muchos países celebran este año el bicentenario de su independencia. Algunos latinoamericanistas de la academia estadounidense intentan destacar los “legados coloniales”, especialmente en zonas con alta población indígena. Pero si uno quiere tomar en cuenta lo que sucede en las ciudades (donde habita más del 70%), aun en el centro histórico de la ciudad de México, el que conserva más edificios de la colonia, los problemas demográficos y económicos, de tráfico y contaminación, de desarrollo cultural y social, necesitan ser leídos como efectos de las contradicciones modernas.
Continua em http://salonkritik.net
March 16, 2010
Álvaro Maciel, do CEAV da FUNARTE RJ, mandou o seguinte e-mail, que eu disponibilizo aqui para todos os interessados:
Os resultados da II CNC (Conferência Nacional de Cultura) estão disponíveis no Blog da Conferência, no portal do MinC.
Gostaria de destacar dois pontos fundamentais para a Arte Contemporânea.
1) Conseguimos consagrar o termo Arte Contemporânea ( de vanguarda e emergentes), que além de ter sido citado diversas vezes no Caderno Final das Prés, foi anexado à proposta de apoio à PEC 150 que foi aprovada como prioridade, ou seja, um dos pontos de maior destaque de toda a Conferência. (vide proposta 192 – eixo Economia Criativa). Não podemos esquecer que o discurso do Presidente Lula também nos contemplou por duas ou três veze, logo na cerimônia de abertura.
2) O termos novas tecnologias e novas experimentações foram defendidos em todas as sub-plenárias. Organizamos militantes para isso e o resultado foi muito positivo. A ideia era defender “preservação das manifestações tradicionais” , dar apoio à arte popular e “garantir o acesso às novas experimentações”. Por muito pouco não conseguimos aprovar mais propostas dessa natureza no conjunto das 32 prioridades, mas com essa prioridades aprovadas ficou bem difundido o conceito. vide propostas com as citações:
80 – eixo Cultura, Cidade e Cidadania,
101 – eixo Memória Transformação Social ,
140 – eixo Cultura e Desenvolvimento Sustentável),
279 – eixo Gestão e institucionalização da Cultura e
324 – eixo Sistema de Informações e Indicadores Culturais.
3) A Classe artística ( artistas, gestores, produtores, mediadores etc), enfim, ganha de vez o seu espaço no debate e formulação de políticas públicas ao ter o seu Caderno de Propostas das Prés Conferências Setoriais, aprovado na íntegra pela Plenária da II CNC.
Saudações Culturais,
Álvaro Maciel – Equipe do CEAV/Funarte
March 11, 2010
Para quem nem ficou sabendo – ou para quem muito soube – nos dias 7, 8 e 9 de março aconteceu, em Brasília, a pré-conferência nacional de cultura com delegados da sociedade civil e convidados, para atuarem como representantes de diversos segmentos artísticos em um longo debate que começou em 2005, orientado pelo MinC.
A intenção de tal debate é, grosso modo, criar uma cartilha para a cultura que futuramente vire lei de Estado e dê suporte aos profissionais da cultura.
Participei deste evento na categoria de convidada da FUNARTE pela câmara setorial de Artes Visuais, e saí satisfeita por ter acompanhado um processo que conseguiu caminhar numa direção democrática e equilibrada, elegendo representantes de diversos estados do Brasil, atuantes em suas áreas e cheios de vontade de contribuir para a melhoria (e construção) das políticas culturais nacionais que dizem respeito ao nosso campo de atuação, que é o das artes visuais.
De certo modo, me surpreendi com a ausência de pessoas de alguns estados, como Espirito Santo e Maranhão, e mesmo com alguém jovem do DF, localidade estranhamente com apenas um representante do antigo colegiado, o Sr. Wagner Barja, que continuou no colegiado, mas como delegado suplente apenas.
Nesse sentido, também fiquei refletindo sobre o esvaziamento da participação de São Paulo, cidade que mais tem verba, equipamentos culturais e mercado de arte(s). Fico com a impressão que talvez seja dificil compreender um processo de descentralização de poder (e verba pública), quando se está na auto-suficiente São Paulo – cidade que amo (que fique claro para não parecer bairrismo).
Me pergunto se o peso do mercado de arte e os grandes eventos comerciais na cidade, que de certa forma orientam boa parte da produção do artista em geral (não só em SP), talvez estejam colaborando para um desinteresse dos profissionais do meio na participação política de abrangência nacional. Me preocupou um pouco não ver pessoas ligadas a universidades ou instituições paulistas lá em Brasilia, assim como artistas inseridos internacionalmente, curadores e críticos independentes, que em São Paulo são tão atuantes… Talvez o pessoal não tenha tempo sobrando para ir a Brasilia fazer um trabalho voluntário.
Mas, enfim, parece que o processo das câmaras setoriais tem tudo para deixar um legado muito positivo para todos – apesar dos pesares, por que nada é perfeito. E aproveito para parabenizar a Livia Martucci, de São Carlos (SP) que com muito empenho foi eleita a representante do Sudeste para as artes visuais. Certamente ela terá muito trabalho pela frente – e tomara que receba muito apoio de todos nós.
obs1 : os participantes da pré-conferência, com excessão dos convidados, foram escolhidos em plenária aberta formada por pessoas interessadas. A eleição se deu em diferentes cidades brasileiras, nos meses anteriores a esta pré-conferência.
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DELEGADOS ELEITOS
Foram eleitos, no dia 09 de março de 2010, durante a Pré-Conferência Setorial de Artes Visuais, os novos membros do Colegiado Setorial de Artes Visuais para os próximos dois anos. Veja os nomes:
Titulares: Orlando Maneschy, Sânzia Barbosa, Magna Domingos, Charles Narloch, Lívia Martucci, Tana Halú, Paula Trope, André Venzon, Tibério França, Rosa Melo, Denise Bandeira, Luiz Carlos de Carvalho, Serafim Bertoloto, Fernanda Magalhães e Newton Rocha Filho (Goto).
Suplentes: Lígia Barros, Viviani Duarte, Wagner Barja, Neiva Bohns, Janaína Garcia, Aslan Cabral, Yiftah Peled, Lúcia França, Diógenes Chaves, Luiz Gustavo Vidal, Ana Glafira, José Albio e Dércio Damaceno.
+ INFO http://culturadigital.br/setorialartesvisuais/2010/03/10/novo-colegiado-setorial-de-artes-visuais/