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	<title>artesquema &#187; Tv e mídia</title>
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	<description>Projetos de Arte Contemporânea e Crítica</description>
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		<title>Nan Goldin tem projeto adiado e remanejado no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 15:57:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>artesquema</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fotos: Nan Goldin * Final feliz mas nem por isso isenta-se de reflexão o ocorrido: a exposição de Nan Goldin vai acontecer no mam-rj, com abertura em 13/02/2012 e patrocínio do Oi Futuro &#8211; porém ainda assim mantemos o texto abaixo pois o momento da cultura no Brasil merece ser discutido. No Brasil da tecnocracia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artesquema.com/wp-content/uploads/2011/11/Goldin_3.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2613" title="Goldin_3" src="http://www.artesquema.com/wp-content/uploads/2011/11/Goldin_3-300x219.jpg" alt="" width="300" height="219" /></a><br />
Fotos: Nan Goldin</p>
<p>* Final feliz mas nem por isso isenta-se de reflexão o ocorrido: a exposição de Nan Goldin vai acontecer no mam-rj, com abertura em 13/02/2012 e patrocínio do Oi Futuro &#8211; porém ainda assim mantemos o texto abaixo pois o momento da cultura no Brasil merece ser discutido.</p>
<p>No Brasil da tecnocracia Dílmica, cada vez mais observamos projetos de arte patrocinados por grandes corporações, que por meio de descontos fiscais de leis de incentivo à cultura realizam exposições em nome da arte e de seu marketing. Isso poderia não ser de todo um problema não fosse o fato de que o investimento em artes tem sido mais e mais instrumentalizado e direcionado a projetos espetaculosos e acríticos, que evitem manchar o nome da instituição e também não venham a ferir o público. E o que seria exatamente este &#8220;ferir&#8221;?</p>
<p>Observamos que o espectador consumidor de produtos culturais vem sendo tratado de modo infantilizado, submetido a regras padronizantes que simplesmente esterilizam de ante-mão o que a arte tem como maior potência: a possibilidade de gerar reflexão crítica e discursos sobre o mundo controverso que habitamos.</p>
<p>Dentro dessa perspectiva esterilizante, o Oi Futuro, no Rio de Janeiro, instituição dedicada a projetos educativos e sem fins lucrativos (também pudera, a empresa mantenedora lucra com telefonia e tem isenção fiscal quando investe em cultura), acaba de vetar uma exposição de uma das artistas mais interessantes do final do Século XX, que é a fotógrafa Nan Goldin. A mostra iria acontecer em Janeiro de 2012, e sua supensão deveu-se ao temor de que a artista expusesse fotos de crianças junto a imagens de adultos em situações-limite.</p>
<p>Um jornalista me contou que a instituição havia vetado imagens de crianças nuas em princípio, e que a artista acatou. Porém, a censura se fez quando foi exigido que fotos de crianças vestidas também não integrassem a mostra. Diante disso, a perspicaz Nan Goldin sugeriu então colocar tarjas pretas sobre todas as fotos expostas, explicitando assim a ação censora institucional. Esta sugestão desagradou ao Oi Futuro que suspendeu a exposição.</p>
<p>A curadora independente e responsável pelo projeto, Ligia Canongia, afirmou em carta aberta que os curadores da instituição desconheciam o trabalho de Nan Goldin e que, ao verem as imagens duras &#8211; e humanas &#8211; da fotógrafa retiraram o projeto da agenda. Não ficou claro, no entanto, se o patrocínio também seria suspenso.</p>
<p>De certo, não conferi pessoalmente os fatos com o centro cultural, mas os jornais divulgaram tal versão hoje. De qualquer modo, houve um adiamento da exposição de Nan, aparentemente em nome de uma moral e de bons constumes que estão prá lá de abalados e caducos na contemporaneidade, o que só nos faz rir e lamentar este papelão.</p>
<p>O ocorrido nos leva a pensar realmente sobre a idiotização do público, a quem lhe é negado o direito de opinar e discutir algo que pode ser ou não polêmico. Em nome dessa certa ética e moral em franca crise, o indivíduo não tem mais livre arbítrio para decidir o que deseja apreciar ou não. Os poderes do capital e do Estado normatizam a vida privada e a saída parece ser mesmo afiliar-se a uma Igreja pentecostal e esperar a salvação do Messias com seu saco de presentes, pois pensar criticamente não é mais possível.</p>
<p>Na cidade que sofre uma reforma brutal para receber espetáculos desportistas em breve, e onde o custo de vida tornou-se estratosférico, notamos que a alienação é a melhor parte do jogo para os investidores. A maquiagem carioca não consegue lidar com os conflitos e crises da contemporaneidade, preferindo primeiro fazer calar.</p>
<p>Nan Goldin, que já expôs nas mais importantes instituições e mostras do mundo, não tem espaço nesta cidade onde o caos e a arbitrariedade imperam, posto que suas imagens são &#8220;chocantes&#8221;. Pois eu prefiro o choque da arte ao choque imposto pela ignorânica e a hipocrisia.</p>
<p>Viva Nan Goldin! Viva a humanidade de seus retratos dos excomungados pela &#8220;sociedade de bem&#8221; que se nega a ver beleza onde em princípio so há feiúra e decadência.</p>
<p>O ser humano é lindo mesmo em sua solidão e desespero. Essa é a mensagem de Nan.</p>
<p><a href="http://www.artesquema.com/wp-content/uploads/2011/11/Goldin1997_2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2611" title="Goldin1997_2" src="http://www.artesquema.com/wp-content/uploads/2011/11/Goldin1997_2-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p><a href="http://www.artesquema.com/wp-content/uploads/2011/11/Goldin_2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2612" title="Goldin_2" src="http://www.artesquema.com/wp-content/uploads/2011/11/Goldin_2-193x300.jpg" alt="" width="193" height="300" /></a></p>
<p><a href="http://www.artesquema.com/wp-content/uploads/2011/11/7-nan-goldin-gotscho-kissing-gilles-paris-1993.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2622" title="7-nan-goldin-gotscho-kissing-gilles-paris-1993" src="http://www.artesquema.com/wp-content/uploads/2011/11/7-nan-goldin-gotscho-kissing-gilles-paris-1993-300x204.jpg" alt="" width="300" height="204" /></a></p>
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		<title>CuratingYoutube.net</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 01:35:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Projeto de curadoria online criado em 1997, que explora o fenômeno da Web 2.0 no formato do portal de compartilhamento YouTube. Abordando esse fenômeno desde diferentes ângulos e pontos de vista, CuratingYoutube.net reúne uma variedade de projetos curatoriais. A mais nova curadoria é uma seleção de vídeos e registros do coletivo (ou onda coletiva?) internacional [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artesquema.com/wp-content/uploads/2011/10/750px-Anonymous_Flag.svg_.png"><img class="size-medium wp-image-2508 alignleft" title="750px-Anonymous_Flag.svg" src="http://www.artesquema.com/wp-content/uploads/2011/10/750px-Anonymous_Flag.svg_-300x200.png" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Projeto de curadoria online criado em 1997, que explora o fenômeno da Web 2.0 no formato do portal de compartilhamento YouTube. Abordando esse fenômeno desde diferentes ângulos e pontos de vista, CuratingYoutube.net reúne uma variedade de projetos curatoriais.</p>
<p>A mais nova curadoria é uma seleção de vídeos e registros do coletivo (ou onda coletiva?) internacional Anonymous, que realiza ações políticas apoiadas em recursos poéticos (ou ações poéticas ancoradas em motivos políticos).</p>
<p>Veja o link dos vídeos recém produzidos nas manifestações de Wall Street, em Nova Iorque, sob o tag de <a href="http://www.curatingyoutube.net/anonymous/OP_WallStreet.html">anonymous </a>e depois passe para conhecer o projeto de <a href="http://www.curatingyoutube.net/">CuratingYouTube.net</a></p>
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		<title>Olimpíadas prá quem?</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Sep 2011 12:49:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Em meio à bolha de espetáculos e maquiagem da cidade do Rio de Janeiro, uma iniciativa se coloca como possibilidade de discutir o lado de fora do show. No periodo de 11 a 18/09 foi realizado o encontro Cartografias Insurgentes, no Morro da Conceição &#8211; zona residencial tradicional da região do porto, que vê se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cartografiasinsurgentes.files.wordpress.com/2011/09/img_03942.jpg"><img class="alignnone" src="http://cartografiasinsurgentes.files.wordpress.com/2011/09/img_03942.jpg" alt="" width="346" height="260" /></a></p>
<p>Em meio à bolha de espetáculos e maquiagem da cidade do Rio de Janeiro, uma iniciativa se coloca como possibilidade de discutir o lado de fora do show.</p>
<p>No periodo de 11 a 18/09 foi realizado o encontro Cartografias Insurgentes, no Morro da Conceição &#8211; zona residencial tradicional da região do porto, que vê se aproximar o impacto dos projetos de remodelação na vida dos moradores.</p>
<p>Para conhecer a proposta e ver uma séire de materiais produzidos pelos que participaram, visite</p>
<p><a href="http://cartografiasinsurgentes.wordpress.com/">http://cartografiasinsurgentes.wordpress.com/</a></p>
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		<title>Política Cultural e Eleições</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Aug 2010 22:27:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Do site Cultura e Mercado, de Leonardo Brant, recebi uns apontamentos que julgo importantes para estimular o debate e o pensamento acerca do futuro das políticas culturais no Brasil. Porém, aproveito para lançar a provocação: Se em escala federal as políticas culturais se desenvolveram bem nos últimos anos, graças a ministros que pertenceram ao PV, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do site Cultura e Mercado, de Leonardo Brant, recebi uns apontamentos que julgo importantes para estimular o debate e o pensamento acerca do futuro das políticas culturais no Brasil.</p>
<p>Porém, aproveito para lançar a provocação: Se em escala federal as políticas culturais se desenvolveram bem nos últimos anos, graças a ministros que pertenceram ao PV, no nível municipal o setor ainda não é levado à sério. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, grande capital e vitrine turística deste país, os centros de arte administrados pela Prefeitura tem um orçamento hilário de tão parco.</p>
<p>Na era em que a cultura é entendida como investimento, oportunidade de negócio e geração de renda, a classe artística desta e de muitas outras cidades brasileiras ficam mortificadas com a atenção dada aos viradões espetaculares e comícios culturais, enquanto que os equipamentos culturais já existentes só recebem esmolas. Não faz sentido.</p>
<p>Mas vamos ao debate sobre as plataformas de governo, no Cultura e Mercado:</p>
<p><em>Dilema do descaso: os candidatos não têm propostas para a cultura por que as pesquisas não apontam cultura como prioridade? Ou as pesquisas não revelam cultura como prioridade por que a mídia não cobre o assunto? Começou a corrida eleitoral e, para variar, a política cultural continua em segundo plano</em>.</p>
<p><a href="http://www.culturaemercado.com.br/headline/cultura-nas-eleicoes/">Leia + em Cultura e Mercado</a></p>
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		<title>Dia 25 de Junho, País parado</title>
		<link>http://www.artesquema.com/2010/06/25/dia-25-de-junho-pais-parado/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 13:15:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>artesquema</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Tv e mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Gol. Hoje tem jogo de futebol. Não vou à escola, Não pago contas, Não vou ao trabalho, Não faço ginástica, Não produzo um tostão. Que bom. Boto a minha peruca, Pego a minha corneta, Ligo a televisão. Sento no sofá com a cerveja e a pipoca E espero pelo show de emoção. Golaço na telinha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gol. Hoje tem jogo de futebol.</p>
<p>Não vou à escola,</p>
<p>Não pago contas,</p>
<p>Não vou ao trabalho,</p>
<p>Não faço ginástica,</p>
<p>Não produzo um tostão.</p>
<p>Que bom.</p>
<p>Boto a minha peruca,</p>
<p>Pego a minha corneta,</p>
<p>Ligo a televisão.</p>
<p>Sento no sofá com a cerveja e a pipoca</p>
<p>E espero pelo show de emoção.</p>
<p>Golaço na telinha e amor no coração.</p>
<p>Não penso,</p>
<p>Não critico,</p>
<p>Não reparo tanta manipulação.</p>
<p>Phóm phóm e plim plim é muito legal.</p>
<p>Viva o samba, o  maracanã e o salsichão.</p>
<p>Eu quero é mais ver o Brasil campeão!</p>
<p>De que mesmo?</p>
<p><img src="file:///C:/DOCUME%7E1/Owner/LOCALS%7E1/Temp/moz-screenshot-3.png" alt="" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Merce Cunningham solo dance on TV (1984)</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 22:45:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>artesquema</dc:creator>
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		<category><![CDATA[performance]]></category>
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		<description><![CDATA[Trecho da participação de Merce Cunningham no programa de TV &#8220;Good Morning Mr. Orwell&#8221;, criado e produzido por Nam June Paik. Tal programa foi, na verdade, derivado de uma instalação performática multimidia ao vivo transmitida via satélite entre Paris e Nova York, no ano novo de 1984, criada e produzida por Paik. http://en.wikipedia.org/wiki/Good_Morning,_Mr._Orwell]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="381" height="306" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/u5sEnrQD_oU&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="381" height="306" src="http://www.youtube.com/v/u5sEnrQD_oU&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Trecho da participação de Merce Cunningham no programa de TV &#8220;Good Morning Mr. Orwell&#8221;, criado e produzido por Nam June Paik. Tal programa foi, na verdade, derivado de uma instalação performática multimidia ao vivo transmitida via satélite entre Paris e Nova York, no ano novo de 1984, criada e produzida por Paik.</p>
<p>http://en.wikipedia.org/wiki/Good_Morning,_Mr._Orwell</p>
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		<title>Arte &amp; Vida no esquema: menos TVs ligadas</title>
		<link>http://www.artesquema.com/2009/11/26/arte-vida-no-esquema-menos-tvs-ligadas/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 01:18:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>artesquema</dc:creator>
				<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[espaço urbano]]></category>
		<category><![CDATA[mondo cane]]></category>
		<category><![CDATA[outros]]></category>
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		<description><![CDATA[Só me pergunto se no lugar das donas de casa o novo público em potencial serão as crianças&#8230; TVs desligadas batem recorde em novembro 25/11/09 Má notícia para empresários ligados ao setor de televisão. Dados do Ibope divulgados nesta terça-feira confirmam que o número de TVs desligadas bateu recorde no Brasil em novembro. Na primeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só me pergunto se no lugar das donas de casa o novo público em potencial serão as crianças&#8230;<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>TVs desligadas batem recorde em novembro</strong></p>
<p>25/11/09</p>
<p>Má notícia para empresários ligados ao setor de televisão. Dados do Ibope divulgados nesta terça-feira confirmam que o número de TVs desligadas bateu recorde no Brasil em novembro. Na primeira quinzena do mês, de cada 100 aparelhos do Brasil, somente 55 ficaram ligados entre 18h e 0h, horário nobre. Na Grande São Paulo, a média se mantém na medição.</p>
<p>Segundo o Instituto de medição, ao considerar o mês de novembro, o índice apresentado é o pior desde 2004 na região metropolitana de São Paulo. Em 2005, cerca de 63% das TVs ficaram ligadas no horário nobre. No Brasil, os dados de 2009 são iguais aos de 2007, ou seja, os piores em seis anos.</p>
<p>Segundo a coluna Outro Canal da Folha de S.Paulo, como os dias ficaram mais quentes, as emissoras já esperavam a queda na audiência nesses meses, mas o percentual está maior. Já na visão do superintendente Comercial da Rede TV!, Antônio Rosa Neto, o problema é outro. O especialista considera a queda uma tendência “irreversível e inexorável”,  um movimento que, sobretudo, reflete a evolução da sociedade brasileira. “O elemento atividade faz com que as pessoas não tenham mais tanto tempo para ficar não só em frente à TV, mas no consumo de outras mídias. Essa é uma constatação óbvia até, diz”.</p>
<p>Rosa Neto destrincha o cenário. Segundo ele, a entrada da mulher no campo de trabalho, na década de 90, melhores condições de estudo e acesso à cultura elevam o nível da sociedade, que passa a ter outras prioridades. Isto é, os fatores contribuem para que seja cada vez mais rara a imagem da dona de casa de décadas atrás, que dedicava boa parte do tempo à TV.</p>
<p>Redação Adnews</p>
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		<item>
		<title>Arte e Vida: aumente um ponto e conte um conto sobre TV e Educação no Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 12:26:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>artesquema</dc:creator>
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		<category><![CDATA[espaço urbano]]></category>
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		<category><![CDATA[Tv e mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Pessoalmente, eu quase não assisto TV, aberta ou paga, fora um ou outro noticiário e documentário. Mas nunca está demais refletir criticamente sobre a contribuição da TV na formação do imaginário brasileiro. Quem circula pelo interior rural do país já deve ter se deparado com a esdrúxula cena de pessoas humildes, semi analfabetas vendo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoalmente, eu quase não assisto TV, aberta ou paga, fora um ou outro noticiário e documentário. Mas nunca está demais refletir criticamente sobre a contribuição da TV na formação do imaginário brasileiro. Quem circula pelo interior rural do país já deve ter se deparado com a esdrúxula cena de pessoas humildes, semi analfabetas vendo o glamour urbano da novela das 21h, à luz de gerador&#8230;</p>
<p>do Boteco Escola de jarbas</p>
<p><a href="http://jarbas.wordpress.com/2009/11/17/educacao-e-televisao/">http://jarbas.wordpress.com/2009/11/17/educacao-e-televisao/</a></p>
<p>O artigo que segue está inacabado. O autor escreveu apenas os dois primeiros parágrafos. Ficou doente e a matéria precisa ser publicada em Meios &amp; Educação. O editor da revista quer que você termine o artigo. Mãos à obra.</p>
<p>Televisão e Educação</p>
<p>Valtinho, 06 anos, menino da Favela do Encantado é bamba em televisão. Já viu muitas Xuxas, Elianas, Gugus, Faustões, Sílvios Santos. Sabe do Ratinho e da Márcia, da novela das seis, da novela das oito, do Corujão. Viu cabeças rolarem em filmes de lutas marciais. Acompanhou câmeras de muitos canais perseguindo bandidos pelas ruas. Viu a Guerra do Iraque, massacres na Bósnia, minas assassinas em Angola, o Big Brother, o Fantástico. Passou por notícias de agitação na Venezuela, viu um presidente correndo dos índios na Bolívia. Ouviu muitas metáforas do Lula. Viu desastres, batidas, prisões e solturas do Lalau, seqüestro da filha do Sílvio Santos, filhos assassinando pais. Bateu palmas para os Mamonas Assassinas. Conheceu e esqueceu o Tiririca. Imitou o Chavez. Vez ou outra, assistiu ao programa do Jô. Em resumo, já viu, dos dois aos seis anos de idade, mais de quatro mil horas de TV. E, em muitos e muitos intervalos, acompanhou com interesse mais de oitenta mil comerciais.</p>
<p>Valtinho não sabe os nomes, mas tem bom olho para cortes, zoom in, zoom out, continuidade, edição, fades de todos os tipos. Está definitivamente alfabetizado em televisão. Agora é que são elas, entrou numa escola. Tem de aprender a ler e a escrever. Sua formação televisiva vai ajudá-lo ou estorvá-lo nessa aventura?</p>
<p>Se você quiser colaborar com textos que possam dar um fecho para esta história, mande os dois próximos parágrafos por meio de comentários a este post.</p>
<p><a href="http://jarbas.wordpress.com/2009/11/17/educacao-e-televisao/">http://jarbas.wordpress.com/2009/11/17/educacao-e-televisao/</a></p>
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		<title>Carta à Geisy por Ana Paula Padrão</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 12:27:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>artesquema</dc:creator>
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		<category><![CDATA[espaço urbano]]></category>
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		<description><![CDATA[Carta à Geisy Por Ana Paula Padrão Acabo de ler, aliviada, a decisão do reitor da Universidade Bandeirante, a Uniban, que revogou comunicado do conselho da própria universidade de expulsão da aluna Geisy Arruda. Achei que só me restasse esperar, vestida com minha burca, comprada no Afeganistão, a chegada dos Talebans tupiniquins. Ora, se estavam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Carta à Geisy</p>
<p>Por Ana Paula Padrão</p>
<p>Acabo de ler, aliviada, a decisão do reitor da Universidade Bandeirante, a Uniban, que revogou comunicado do conselho da própria universidade de expulsão da aluna Geisy Arruda.</p>
<p>Achei que só me restasse esperar, vestida com minha burca, comprada no Afeganistão, a chegada dos Talebans tupiniquins. Ora, se estavam devidamente cacifados por uma instituição de ensino que deveria alimentar e disseminar na sociedade a tolerância, o respeito e outros valores democráticos, os jovens donos da moral certamente invadiriam em seguida o sambódromo para cobrir as Evas e acabar com aquela pouca vergonha.</p>
<p>De qualquer maneira, é preciso pensar sobre o que levou o conselho de uma universidade, que se supõe formado de pessoas esclarecidas e cultas, a acusar a aluna Geisy de ter tido uma “atitude provocativa, que buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar”. Se é assim, pensei comigo ao ler o texto, já em antecipação aos novos tempos: o que seria das praias brasileiras, quando os arautos dos bons costumes se alastrassem, primeiro pelas demais universidades, depois pelos prédios públicos, até chegarem aos locais de aglomeração popular, gritando às mulheres, chicote nas mãos, que se cubram em nome da ética?</p>
<p>Sim, em nome da ética, foi como justificou o conselho da Uniban a atitude de seus alunos, descrita pela nota oficial por eles divulgada, como uma “reação coletiva de defesa do ambiente escolar”.</p>
<p>Um arrepio percorreu minha espinha. Certamente seria eu cosiderada – por eles, os justiceiros da dignidade – inadequada aos padrões desejáveis. Não que eu saia por aí de vestido cor-de-rosa curto – meu implacável senso crítico me diz que já passei da idade. Mas um corpo docente que não admite conviver com uma saia alguns centímetros acima dos joelhos, o que achará então de uma mulher que utiliza seus melhores atributos – a inteligência, a capacidade de articulação, a cultura – para com isso declarar-se independente do julgamento de um homem que diga a ela com que roupa ir aonde quer que seja?</p>
<p>Ler a delirante nota do conselho da Uniban faz meu estômago revirar. A aluna Geisy Arruda, que cumpria com suas obrigações curriculares e pagava suas mensalidades em dia teria sido expulsa “em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos da dignidade acadêmica e à moralidade”. Se é isso que eles escrevem, imagino o que pensam e comentam entre si sobre uma aluna que tem todo o direito de fazer suas próprias escolhas.</p>
<p>Ninguém tem que achá-las bonitas, corretas, louváveis, exemplares. Mas, se já não estamos mais na idade do obscurantismo, nem em Cabul, todos temos sim, que respeitá-las. Se foi esse sentimento que motivou o reitor da Uniban a reavaliar a decisão de seu conselho, loas a ele! Mas que a história toda é assustadora pela quantidade de preconceito envolvida, não há dúvida.</p>
<p><a href="http://blogs.r7.com/jornal-da-record/2009/11/09/carta-a-geisy/">http://blogs.r7.com/jornal-da-record/2009/11/09/carta-a-geisy/</a></p>
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		<title>MICRO-SAIA JÁ!!!!</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 20:30:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>artesquema</dc:creator>
				<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[gênero]]></category>
		<category><![CDATA[mondo cane]]></category>
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		<category><![CDATA[Tv e mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brasil é um país estranho, muito estranho&#8230;  O caso de Geyse, a jovem atacada e achincalhada, e que agora finalmente foi expulsa do curso de turismo da UNIBAN, não seria tão bizarro se não fosse o Brasil um país supostamente laico e dado a todo tipo de despudoramento por exemplo, durante a maior festa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil é um país estranho, muito estranho&#8230;  O caso de Geyse, a jovem atacada e achincalhada, e que agora finalmente foi expulsa do curso de turismo da UNIBAN, não seria tão bizarro se não fosse o Brasil um país supostamente laico e dado a todo tipo de despudoramento por exemplo, durante a maior festa da carne do mundo, o Carnaval Nacional.</p>
<p>Tetas e bundas transbordam das capas de jornais e telejornais nos horários mais nobres durante o período momesco, mas durante os outros 360 dias do ano, o brasileiro é falso-moralista até o último fio de cabelo. Somos contra tudo que é pecaminoso e horrível: contra o aborto, contra o uso de células-tronco (esse safou-se por pouco), contra o casamento gay, contra a adoção de crianças carentes por casais gays, contra a legalização da popularíssima e rentável maconha, mas somos a favor das armas em mãos civis &#8211; que é prá todo o mundo poder matar o bandido na hora do assalto.</p>
<p>No Brasil tem prostituição infantil a rodo, enquanto que nossas meninas aprendem a rebolar de shortinho, se maquiar direitinho e a usar saltinhos, antes mesmo dos 6 anos de idade. Os meninos aprendem que homem não chora, que mulher é tudo cachorra e que um tapinha não dói. E assim a gravidez acontece, de pai desconhecido, antes dos 14 anos. Nas escolas de ensino podre e pedagogia anacrônica, ter aula de educação sexual e direitos humanos é luxo.</p>
<p>E no meio desse cenário estranho a Geyse, uma universitária de 20 anos, usando vestido sensual, é acusada de seduzir meia faculdade ao causar alvoroço nos garotos, seus colegas de classe média, que estavam doidos prá pegar &#8220;aquela vagabunda&#8221;. A imoral aluna foi expulsa desse templo de decoro que é a UNIBAN, instituição de ensino superior na caipira São Bernardo do Campo, São Paulo.</p>
<p>Conheço uma mulher, hoje com 70 anos, que quando jovem foi estuprada por dois colegas que lhe deram uma carona. Eles mesmo disseram que não a respeitariam por que, afinal, ela era muito extrovertida e brincalhona &#8211; e isso só podia ser sinal de que ela estava afim de dar.</p>
<p>Para a aluna da UNIBAN, parece que a lição ainda é a mesma: <em>Em <a href="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2009-11-01_2009-11-30.html#2009_11-07_19_18_28-10045644-28" target="_blank">entrevista ao blog</a> do jornalista Josias de Souza, o advogado da reitoria da Uniban, Décio Lencioni Machado, disse que a aluna &#8220;sempre gostou de provocar os meninos. O problema não era a roupa, mas a forma de se portar, de falar, de cruzar a perna, de caminhar&#8221;.</em></p>
<p>A mulher estuprada tornou-se anos depois uma intelectual, militante feminista pró-aborto. E à aluna atacada, chamada de puta por um coro de uns 500 jovens entre homens e mulheres, qual poderá ser o seu futuro?</p>
<p>Geyse, querida, a você só resta botar a boca no trombone vestindo a roupa que quiser.  Micro-saia já!!!</p>
<p>Petição:</p>
<p>http://www.petitiononline.com/unitalib/petition.html</p>
<p>&gt; &gt; &gt; &gt; &gt; &gt; &gt; &gt;</p>
<p>EM São Paulo</p>
<p>SAIA<br />
CHAMADA ABERTA</p>
<p>Ação de repúdio à animalice sexista, ou o estopim da barbárie.</p>
<p>http://www.youtube.com/watch?v=e0iZmImcuNg</p>
<p>No dia 13, pretendemos agrupar o maior número de mulheres e homens trajando<br />
minissaias com uma pequena aparelhagem de som portátil e realizar ações<br />
estéticas junto ao campus da Universidade dos Bandeirantes. Devido à existência<br />
de catracas, pretendemos utilizar ou dos botecos da rua ou ligar aparelhagem<br />
direto de um automóvel (alguém descola um gerador?)<br />
Algumas canções já foram cotadas para a discotecagem, tais como &#8220;Geni e o<br />
Zepelim&#8221; de Chico Buarque e a obra completa da MC Chuparina entre outras para<br />
enaltecimento da delicadeza e da putaria.</p>
<p>POR FAVOR TRAGAM PANFLETOS, POSTERS, TEXTOS, SONS, MINISSAIAS, FOTOS, CORPOS E<br />
ENERGIA.</p>
<p>SEXTA-FEIRA 13 em homenagem a todas as bruxas.</p>
<p>LOCAL DO CAMPUS:<br />
Av. Dr. Rudge Ramos, 1.501 São Bernardo do Campo</p>
<p>http://maps.google.com/maps?f=q&#038;source=s_q&#038;hl=pt-BR&#038;geocode=&#038;q=Av.+Dr.+Rudge+Ram\</p>
<p>os,+1.501+S%C3%A3o+Bernardo+do+Campo&amp;sll=37.0625,-95.677068&amp;sspn=33.352165,79.01\<br />
3672&amp;ie=UTF8&amp;hq=Av.+Dr.+Rudge+Ramos,+1.501+S%C3%A3o+Bernardo+do+Campo&amp;hnear=&amp;rad\<br />
ius=15000&amp;ll=-23.657104,-46.569414&amp;spn=0.009414,0.01929&amp;z=16</p>
<p>CONTARDO CALLIGARIS</p>
<p>A turba da Uniban</p>
<p>NA SEMANA passada, em São Bernardo, uma estudante de primeiro ano do curso noturno de turismo da Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo) foi para a faculdade pronta para encontrar seu namorado depois das aulas: estava de minivestido rosa, saltos altos, maquiagem -uniforme de balada.<br />
O resultado foi que 700 alunos da Uniban saíram das salas de aula e se aglomeraram numa turba: xingaram, tocaram, fotografaram e filmaram a moça. Com seus celulares ligados na mão, como tochas levantadas, eles pareciam uma ralé do século 16 querendo tocar fogo numa perigosa bruxa.<br />
A história acabou com a jovem estudante trancada na sala de sua turma, com a multidão pressionando, por porta e janelas, pedindo explicitamente que ela fosse entregue para ser estuprada. Alguns colegas, funcionários e professores conseguiram proteger a moça até a chegada da PM, que a tirou da escola sob escolta, mas não pôde evitar que sua saída fosse acompanhada pelo coro dos boçais escandindo: &#8220;Pu-ta, pu-ta, pu-ta&#8221;.<br />
Entre esses boçais, houve aqueles que explicaram o acontecido como um &#8220;justo&#8221; protesto contra a &#8220;inadequação&#8221; da roupa da colega. Difícil levá-los a sério, visto que uma boa metade deles saiu das salas de aula com seu chapéu cravado na cabeça.<br />
Então, o que aconteceu? Para responder, demos uma volta pelos estádios de futebol ou pelas salas de estar das famílias na hora da transmissão de um jogo. Pois bem, nos estádios ou nas salas, todos (maiores ou menores) vocalizam sua opinião dos jogadores e da torcida do time adversário (assim como do árbitro, claro, sempre &#8220;vendido&#8221;) de duas maneiras fundamentais: &#8220;veados&#8221; e &#8220;filhos da puta&#8221;.<br />
Esses insultos são invariavelmente escolhidos por serem, na opinião de ambas as torcidas, os que mais podem ferir os adversários. E o método da escolha é simples: a gente sempre acha que o pior insulto é o que mais nos ofenderia. Ou seja, &#8220;veados&#8221; e &#8220;filhos da puta&#8221; são os insultos que todos lançam porque são os que ninguém quer ouvir.<br />
Cuidado: &#8220;veado&#8221;, nesse caso, não significa genericamente homossexual. Tanto assim que os ditos &#8220;veados&#8221;, por exemplo, são encorajados vivamente a pegar no sexo de quem os insulta ou a ficar de quatro para que possam ser &#8220;usados&#8221; por seus ofensores. &#8220;Veado&#8221;, nesse insulto, está mais para &#8220;bichinha&#8221;, &#8220;mulherzinha&#8221; ou, simplesmente, &#8220;mulher&#8221;.<br />
Quanto a &#8220;filho da puta&#8221;, é óbvio que ninguém acredita que todas as mães da torcida adversa sejam profissionais do sexo. &#8220;Puta&#8221;, nesse caso (assim como no coro da Uniban), significa mulher licenciosa, mulher que poderia (pasme!) gostar de sexo.<br />
Os membros das torcidas e os 700 da Uniban descobrem assim um terreno comum: é o ódio do feminino -não das mulheres como gênero, mas do feminino, ou seja, da ideia de que as mulheres tenham ou possam ter um desejo próprio.<br />
O estupro é, para essas turbas, o grande remédio: punitivo e corretivo. Como assim? Simples: uma mulher se aventura a desejar? Ela tem a impudência de &#8220;querer&#8221;? Pois vamos lhe lembrar que sexo, para ela, deve permanecer um sofrimento imposto, uma violência sofrida -nunca uma iniciativa ou um prazer.<br />
A violência e o desprezo aplicados coletivamente pelo grupo só servem para esconder a insuficiência de cada um, se ele tivesse que responder ao desejo e às expectativas de uma parceira, em vez de lhe impor uma transa forçada.<br />
Espero que o Ministério Público persiga os membros da turba da Uniban que incitaram ao estupro. Espero que a jovem estudante encontre um advogado que a ajude a exigir da própria Uniban (incapaz de garantir a segurança de seus alunos) todos os danos morais aos quais ela tem direito. E espero que, com isso, a Uniban se interrogue com urgência sobre como agir contra a ignorância e a vulnerabilidade aos piores efeitos grupais de 700 de seus estudantes. Uma sugestão, só para começar: que tal uma sessão de &#8220;Zorba, o Grego&#8221;, com redação obrigatória no fim?<br />
Agora, devo umas desculpas a todas as mulheres que militam ou militaram no feminismo. Ainda recentemente, pensei (e disse, numa entrevista) que, ao meu ver, o feminismo tinha chegado ao fim de sua tarefa histórica. Em particular, eu acreditava que, depois de 40 anos de luta feminista, ao menos um objetivo tivesse sido atingido: o reconhecimento pelos homens de que as mulheres (também) desejam. Pois é, os fatos provam que eu estava errado.</p>
<p>ccalligari@uol.com.br</p>
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