John Cage Centenary (2012) no UBUWEB

Nos preparativos para o centenário de John Cage, a plataforma UBUWEB  disponibiliza parte da produção do artista entre 1969 e 1991, a qual consiste em audio e filmesentrevistas e palestras, e escritos na seção UbuWeb Papers e em UbuWeb’s Historical.

De fato, uma variedade de material de Cage está espalhado pelo site.

Visite John Cage Centenary (2012)

2ª feira aberta de publicações

Repassando o texto:

“Chegamos à segunda edição da nossa FEIRA ABERTA DE PUBLICAÇÕES. De 20 (terça) a 24 (sábado) de março, das 16h às 22h, no segundo andar da COMUNA.

Escritores, ilustradores e editores trarão publicações de diversas naturezas – entre livros, revistas, zines, quadrinhos, cartazes, posteres, gravuras etc. Além de performances e workshops (detalhes nos próximos dias).

WORKSHOP __ Imaginarrativa __ por Chris Calvet __ um workshop de conceituação visual a partir da criação de textos. O discurso narrativo é ferramenta essencial para o desenvolvimento de pensamentos mesmo quando a resultante é não-verbal. __ DIAS 20 (terça) e 21 (quarta) das 19H ÀS 22H”.

OFICINA CANIBAL DE MÓVEIS pelo escritório de design Quinta-feira. ___ SÁBADO 24, DAS 10H ÀS 16H http://www.facebook.com/events/410985765594546/

COMUNA
Rua Sorocaba, 585.
(21)3253-8797.
[email protected]

Novo texto: Performar, Performando

O texto que segue foi publicado no livro Performance Presente Futuro Vol. 3. Rio de Janeiro. Automática/Oi Futuro, 2011.  Como o carnaval é a festa da performance espontânea, re-publico este texto do ano passado mas ainda em dia com o mundo da arte e da carne.

+++

Performar, Performando

Performar é um verbo inventado, derivado da expressão em inglês performance, que significa desempenho. Um boa performance – ou bom desempenho, tem sido uma das maiores exigências da contemporaneidade. Na vida cotidiana, performar é um ato a ser cultivado diariamente, seja pelo executivo ou pela manicure, no exercício de suas profissões. Na arte, a performance é uma linguagem estabelecida na lista das práticas artísticas contemporâneas, que processa e ressignifica em ações ao vivo atos tão banais quanto amarrar os sapatos.

Em sociedade, a performance é percebida em situações de coletividade em que há um acontecimento ritualizado, como uma boda, uma festa junina ou uma final de campeonato estadual, e também em situações de alto apelo estético, como no caso de um espetáculo ou obra de arte. Como tema de estudo, a performance é passível de ser abrangida por muitos campos como a antropologia, o teatro, a dança, a sociologia, a comunicação social e as artes plásticas, entre outros, e é essa pluralidade que circunscreve a indefinição – e a liberdade – do termo e seu respectivo fazer.

Continua aqui

Lugar a Dudas

No instigante Seminário Internacional “Reconfigurações do Público”, realizado no MAM Rio na semana que passou, ouvimos a apresentação de Oscar Muñoz, idealizador e diretor do espaço independente Lugar a Dudas, que fica em Cali, Colômbia .

Trata-se de um local aberto à aquilo que a Arte Contemporânea mais suscita e clama: a dúvida. O espaço foi criado em um bairro decadente numa casa deteriorada que sofreu várias reformas e hoje abriga este ponto de referência em pesquisa de projetos experimentais sobre arte contemporânea na América Latina.

O Lugar a Dudas promove exposições, workshops, cursos, publicações e residências para artistas e curadores, entre outras iniciativas.

Um de seus projetos é o Fotocopioteca, que disponibilza textos curtos em publicações de xerox, como a que está abaixo, com traduções de voluntários e ao preço da xerox.  No site é possível baixar os mesmos textos em PDF, de graça.

http://www.lugaradudas.org/

Revista ONCURATING # 9

O tema desta edição da revista ONCURATING, voltada para assuntos curatoriais nas artes contemporâneas  é  “Curando a Crítica” (Curating Critique).

Seu conteúdo joga uma luz na discussão sobre a aparente situação de esvaziamento da capacidade de julgar da crítica de arte. Considerando métodos de aproximação curatorial ao objeto artístico como meios de questionamentos críticos, a publicação desfia possibilidades de inserir a crítica em formatos que estão para além da escritura textual e da dicotomia bom-ruim/certo-errado – as quais não dão mais conta da análise da produção de arte contemporânea.

Esta edição reune artigos de :  Marianne Eigenheer, Barnaby Drabble, Dorothee Richter, Sarat Maharaj, Beatrice von Bismarck, Per Hüttner and Gavin Wade, Rober M. Buergel and Ruth Noack, Rebecca Gordon Nesbitt, Maria Lind and Paul O’Neill, Oliver Marchart, Beryl Graham and Sarah Cook, Marion von Osten, Sarat Maharaj and Giliane Tawadros, Ute Meta Bauer and Marius Babias, Walter Grasskamp.

Baixe versão em PDF, em inglês aqui

http://www.on-curating.org/issue_09.html

Japanese Punks

Hurt Now, Feel Later: Noise, Body and Capital in the Japanese Bubble

Matthew Mullane

“The short-lived bubble economy at the end of the 1980s was a period of collective hysteria, a crazy time of frothy fortunes, pie-in-the-sky projects, and lavish living that suddenly evaporated. The impact of the crash of the stock market and land prices has had profound consequences, hammering banks, businesses, investors, borrowers, customers, and employees.”[1]

-Jeff Kingston on Japan’s “lost decade.”

“I cut my leg with a circular saw (…) I knew I had cut myself, but I didn’t feel any pain (…) It was some kind of extreme emotional state.”[2]

-Yamatsuka Eye describing Hanatarash’s second live performance in Osaka, 1984.

Echoing the “boom” of the Japanese economy in the 1980s was an explosive feedback caterwaul shot from underneath the country’s ballooning stock markets. A potent mixture of ecstatic improvisation, raw performance and psychedelic sound mangling, “noizu” (noise music) manifested as a violent and transgressive practice juxtaposed against Japan’s sleek hypermodern expansion. Acts such as Hanatarash and Hijokaidan emerged from the underground eager to destroy not only their ears but their bodies in each performance. Enticed by rumors of blood and auto-destruction, audiences grew in number and in determination to be assaulted by sound. They entered concert venues as war-zones: chainsaws, backhoes, shattered glass and industrial tools were accompaniment to blown-out guitar fuzz and distorted human shrieks. Artist profiles and mythologized tales of performances were disseminated in zines while cassette tapes documenting live recordings and bedroom studio experiments were bartered across oceans. These artifacts were quickly consumed by like-minded listeners in America, Europe and elsewhere, prompting the moniker “Japanoise.”

Continua…

http://www.artandeducation.net/paper/hurt-now-feel-later-noise-body-and-capital-in-the-japanese-bubble/

Daniel Senise – 2892

Casa França-Brasil, Rio de Janeiro
De 14/05 a 10/07

::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

“2. 8 9 2” – por Daniela Labra

Números:
Os mortos no 11 de Setembro de Nova York foram 2.977 em 2001; as vítimas do recente terremoto e tsunami no Japão somavam 12.876, em abril de 2011. Apesar de causar espanto, no universo numérico qualquer tragédia pessoal é tábula rasa.

Pesquisa:
Nesta exposição, Daniel Senise apresenta quatro obras, sendo duas delas amparadas conceitual e visualmente na concretude abstrata de dados estatísticos que representam momentos de vidas. Em composições solenes e melancólicas, como em geral tem sido sua produção, permanece no processo de elaboração no qual a intervenção manual do artista é mínima.

A cifra-título da exposição refere-se a sua obra central, que instala face a face duas superfícies construídas com lençóis usados em locais associados a vivências extremas: um motel e o INCA – Instituto Nacional do Câncer. Com o auxílio de um matemático, Senise obteve o cálculo de pessoas que passaram pelos lençóis, ao longo de sua vida útil de 6 meses, em ambos estabelecimentos. Assim, chegou aos títulos “Branco 462”, referente à movimentação no hospital, e “Branco 2430”, no motel. Somadas, essas cifram chegam então aos “2.892”.

Continua…

+ info sobre o artista http://www.danielsenise.com