Travessias: Programa de fim de semana

Neste final de semana tem programação especial no Travessias, no Galpão Bela Maré.

Sábado a partir das 16horas tem performance Alexandre Sá nas ruas do Bairro e das 18-20h farei a mediação da conversa entre os artistas Matheus Rocha Pitta, Coletivo Filé de Peixe e Alexandre Sá.

No domingo, dia 04, promovo uma visita guiada à exposição a partir das 16h.

HAVERÁ VAN SAINDO DO BAIXO GÁVEA A PARTIR DAS 15:30, a cada 30 min, por r$ 8,00.

Veja a programação completa no site http://www.belamare.org.br/

E agora com a palavra, a artista

Apesar do episódio da censura de Nan Goldin no Rio de Janeiro ter acalmado, as palavras da artista refletem sobre um mundo em desvio para a direita, apoiado por muito capital. E a arte? Parece que lhe estão impondo que se adeque às regras…

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Fotógrafa Nan Goldin, que teve mostra vetada pelo Oi Futuro, no Rio, fala sobre os limites da arte e o perigo representado pela ingerência do mercado no que é exibido
30 de novembro de 2011 | 20h 22

Roberta Pennafort/RIO

A fotógrafa norte-americana Nan Goldin já não sabe mais se vem ao Brasil no início de 2012 para aquela que será sua maior exposição por aqui. Está chocada com o veto do Oi Futuro, instituição que patrocina a mostra (agora transferida para o Museu de Arte Moderna da cidade), a fotos que mostram crianças “num ambiente acolhedor e amoroso” e que integram sua famosa série “A Balada da Dependência Sexual”, iniciada em 1976.

Nan Goldin disse estar chocada com o veto do Oi Futuro. A polêmica, reverberada por artistas e críticos no Facebook, se centrou nas imagens de crianças na cama com os pais, que estão sem roupa e se acariciam.

Em entrevista ontem à tarde, de Paris, por telefone, a artista foi além: falou dos limites da arte, do perigo de seu controle pelo mercado e de sua percepção do presente e do futuro.

O veto à sua mostra está tendo grande repercussão na comunidade artística do Brasil. Um dos pontos levantados diz respeito à ingerência das empresas privadas em questões artísticas. Você considera isso perigoso?

É perigoso. As grandes empresas são conservadoras por natureza. A política delas não é a mesma que nós artistas apoiamos. Em muitos países exposições são, em sua maior parte, financiadas por essas grandes empresas, o que pode ser um problema. É responsabilidade do artista lutar contra qualquer pressão que possa limitar sua liberdade de expressão. A censura começou a se tornar um problema enorme no fim dos anos 80, com Robert Mapplethorpe e Andres Serrano (artistas que enfrentaram problemas de financiamento por trabalharem com imagens consideradas indecentes). Foi aí que ficou claro que os que tinham o dinheiro tinham o poder de controlar o que estava sendo mostrado.

Então qual seria a solução?

Depois que a conscientização cresceu, por conta desses dois casos, os artistas se tornaram mais ativos politicamente, forçando museus a mudar os programas que excluíam pessoas de cor, mulheres e gays. Eu, por exemplo, me recusei a assinar um compromisso em Nova York em 1989 de não fotografar mais os gays e de não fazer qualquer tipo de trabalho voltado à sexualidade. Com isso, não recebi financiamento.

Por que razão, mais de 20 anos depois de sua primeira exibição, “A Balada” ainda provoca reações fortes assim, na sua opinião?

Mas não provoca, em lugar algum. Não tenho esse problema há muitos anos. O trabalho já foi aceito como uma obra de arte importante. Outras coisas aconteceram e eu fui censurada, mas “A Balada”, não.

Como você reagiu ao que houve agora no Oi Futuro?

Fiquei chocada. O Brasil é percebido como um país socialmente livre, de pessoas sem problemas com o corpo, então foi chocante.

Você pensa em não vir mais?

Penso. Ainda não decidi, não posso responder. O apoio da comunidade artística brasileira me tocou, e isso me dá vontade de ir. O que eu sei é que a exposição vai acontecer, em fevereiro. Iria em janeiro, mas não sei como me sinto sobre isso tudo.

O cancelamento suscitou a discussão sobre as fronteiras da arte. Essa questão ainda se justifica, a seu ver?

A arte deve empurrar as fronteiras, essa é a sua natureza, é uma das razões pelas quais a arte precisa existir. O papel da arte é questionar, seja ela conceitual, experimental ou política. Tem que ser radical, seja questionando a sociedade, a diferença de gêneros. Não deveria ser limitada por fontes de financiamento nem pelo mercado, nem ter de pensar no status quo. Mas tudo é limitado pela questão do dinheiro. Não é o que a arte deve ser. Se a arte é controlada pelo mercado, como parece ter sido o caso, ela se compromete, e isso tira sua integridade.
As fotos com as crianças são consideradas problemáticas, porque feririam o Estatuto da Criança e a Adolescente do Brasil. Ninguém me explicou até agora: do que trata a legislação?

É uma lei protetiva específica, que existe há 20 anos e que proíbe a exposição de menores a cenas tidas como pornográficas.

Uau, eu não sabia… Essa lei funciona? Numa sociedade com tantas crianças na rua, que têm de fazer de tudo para sobreviver? Eu já fui ao Brasil três vezes. Soube que houve um massacre pela polícia quando as crianças dormiam (chacina da Candelária, em 1993). Elas não estão recebendo apoio. Alguns artistas apoiam, como Carlinhos Brown, com seu projeto com música. Não faz qualquer sentido. Estão criando problema com fotos de crianças que são filhos de amigos meus há 20 anos, que estão num ambiente acolhedor e amoroso, onde há sexualidade, enquanto há crianças na rua, se prostituindo e fumando crack. Qual é o problema mais sério? Ninguém pode apontar uma foto minha em que a criança não sabia que estava sendo fotografada, ou que esteja sofrendo abuso.

Como você vê essas fotos hoje, que relação afetiva tem com estas imagens?

As pessoas retratadas se orgulham de fazer parte de “A Balada”. As crianças que hoje são adultas não se arrependem. Nenhuma delas. Uma ou outra pessoa se incomoda ao ver seu passado mostrado, e nesse caso não incluo mais no slide show. Antes de um livro, ligo para todos os que ainda estão vivos (vários morreram em decorrência da epidemia de Aids dos anos 80) para ter certeza de que eles querem estar no livro. A minha integridade é uma das coisas mais fortes da minha vida e no meu trabalho. É muito fácil explorar pessoas com a fotografia.

Para você, o que significa este episódio?

O mundo está regredindo. A tecnologia está tirando das pessoas as emoções reais. Não sei como isso se reflete nessa situação, mas vejo que o mundo é totalmente diferente daquele em que eu cresci. Que bom que eu estava viva nos anos 60, 70 e 80, porque isso significa que eu não cresci orientada por um computador.

Nas redes sociais, questiona-se o uso do termo “censura”.

Em inglês, a palavra é essa. Talvez não o seja no contexto brasileiro, ou da Argentina ou da Espanha, que tiveram ditaduras, talvez pareça exagerado. Mas para mim, que venho de uma sociedade supostamente livre e democrática, a palavra é exatamente essa. As pessoas estão olhando preto no branco, não estão vendo as nuances dessa história, o que é perigoso.

Os artistas estão ironizando o fato de o “censor” se chamar Oi Futuro.

É um pouco assustador. O futuro já parecia ruim o suficiente.

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,cancelamento-de-exposicao-no-rio-deixa-artista-norte-americana-chocada,805090,0.htm

Pós-Não Nan Goldin: colaboração de Roberto Cabot

Lei do Silêncio na cultura

O caso de censura da exposição Nan Goldin no Oi Futuro se inscreve numa seqüência de eventos semelhantes, todos eles expressão, a meu ver, da conjunção de numerosos fatores.Entre os mais óbvios está o despreparo de pessoas incumbidas de responsabilidades pesadas na gestão da arte. A arte contemporânea não costuma ser inerte, um bom mediador controla as reações e interações com o meio ambiente, por mais corrosivas que sejam, e administra a situação para o bem da arte.

Porém, obviamente num ataque de pânico, decidiu-se cancelar uma mostra internacional já acertada, desrespeitando um edital outorgado dentro das regras da própria empresa. O motivo na base de todas as explicações que virão ou não, é o medo. As explicações até agora são vagas, e revelam uma curiosidade: o centro Oi Futuro não é uma instituição dedicada a difusão da arte contemporânea, mas é um centro educativo, direcionado ao público infantil e adolescente.

Por que uma instituição cultural se apresenta como centro de arte e cultura contemporânea mas oficialmente é uma escola? A qual ainda nos explica de repente que não tem compromisso com a arte porque sua vocação é pedagógica… A política a pública de incentivo à arte e à cultura induz à sistemática instrumentalização da arte como meio educativo. Para poder se beneficiar das Leis de incentivo o projeto deve imperativamente ser “educativo”. A isso se adiciona uma concepção paternalista do papel do Estado, que “protege” o cidadão das más influências e de tudo que possa transgredir o sonho de mundo perfeito que nos vendem as grandes corporações.

Graças a essas “leis protetoras” (leia: proibições) deixamos de debater questões importantes, posto que a informação nem é divulgada. Ao mesmo tempo, o Estado delega a aplicação de recursos públicos destinados à cultura às corporações, que tendo como objetivo valorizar sua imagem não tendem a apoiar posições que possam associar suas marcas a conteúdos polêmicos. E por fim, acredito que a sociedade sofre pressões por parte de grupos organizados que se dedicam a “denunciar” e exigir a proibição de manifestações que consideram inaceitáveis para sua idiossincrasia, pressionando empresas e instituições públicas,que passam a viver no pânico de serem tachados de “imorais” e perderem clientes, visitantes ou votos.

Parece que se pratica uma espécie de lei do silêncio cultura. Passamos pela censura dos humoristas durante a última campanha eleitoral, o fechamento da exposição da artista Marcia X, o triste episódio da prisão sumária dos pichadores da Bienal de São Paulo, a proibição recente de filmes e outras proibições de obras de arte, agora este evento.

As imagens que Nan Goldin apresenta não são encenações, são registros de uma realidade, de existências reais, portanto, com que direito proíbe-se a manifestação dessa realidade? Por que teríamos que escamotear essa faceta do mundo que compartilhamos? Por que não cola com a estética das novelas? Por que não condiz com a visão de mundo da zona sul? Novamente vejo o medo na origem dessa atitude: o medo de encarar o outro lado do shopping…

Este episódio é assustador também pelo provincianismo que revela, já que Nan Goldin é uma artista aclamada internacionalmente, e esse tipo de discussão em torno do seu trabalho já ocorreu em numerosas ocasiões, há décadas atrás…

Resta desejar que esta série de incoerências e erros seja parte de um processo de abertura e modernização da nossa sociedade, e que ainda tenhamos a ocasião de ver essa mostra que só enriqueceria a nossa paisagem cultural e contribuiria para nos colocar a altura da discussão contemporânea internacional.

Roberto Cabot, Nov. 2011

Nan Goldin tem projeto adiado e remanejado no Rio de Janeiro


Fotos: Nan Goldin

* Final feliz mas nem por isso isenta-se de reflexão o ocorrido: a exposição de Nan Goldin vai acontecer no mam-rj, com abertura em 13/02/2012 e patrocínio do Oi Futuro – porém ainda assim mantemos o texto abaixo pois o momento da cultura no Brasil merece ser discutido.

No Brasil da tecnocracia Dílmica, cada vez mais observamos projetos de arte patrocinados por grandes corporações, que por meio de descontos fiscais de leis de incentivo à cultura realizam exposições em nome da arte e de seu marketing. Isso poderia não ser de todo um problema não fosse o fato de que o investimento em artes tem sido mais e mais instrumentalizado e direcionado a projetos espetaculosos e acríticos, que evitem manchar o nome da instituição e também não venham a ferir o público. E o que seria exatamente este “ferir”?

Observamos que o espectador consumidor de produtos culturais vem sendo tratado de modo infantilizado, submetido a regras padronizantes que simplesmente esterilizam de ante-mão o que a arte tem como maior potência: a possibilidade de gerar reflexão crítica e discursos sobre o mundo controverso que habitamos.

Dentro dessa perspectiva esterilizante, o Oi Futuro, no Rio de Janeiro, instituição dedicada a projetos educativos e sem fins lucrativos (também pudera, a empresa mantenedora lucra com telefonia e tem isenção fiscal quando investe em cultura), acaba de vetar uma exposição de uma das artistas mais interessantes do final do Século XX, que é a fotógrafa Nan Goldin. A mostra iria acontecer em Janeiro de 2012, e sua supensão deveu-se ao temor de que a artista expusesse fotos de crianças junto a imagens de adultos em situações-limite.

Um jornalista me contou que a instituição havia vetado imagens de crianças nuas em princípio, e que a artista acatou. Porém, a censura se fez quando foi exigido que fotos de crianças vestidas também não integrassem a mostra. Diante disso, a perspicaz Nan Goldin sugeriu então colocar tarjas pretas sobre todas as fotos expostas, explicitando assim a ação censora institucional. Esta sugestão desagradou ao Oi Futuro que suspendeu a exposição.

A curadora independente e responsável pelo projeto, Ligia Canongia, afirmou em carta aberta que os curadores da instituição desconheciam o trabalho de Nan Goldin e que, ao verem as imagens duras – e humanas – da fotógrafa retiraram o projeto da agenda. Não ficou claro, no entanto, se o patrocínio também seria suspenso.

De certo, não conferi pessoalmente os fatos com o centro cultural, mas os jornais divulgaram tal versão hoje. De qualquer modo, houve um adiamento da exposição de Nan, aparentemente em nome de uma moral e de bons constumes que estão prá lá de abalados e caducos na contemporaneidade, o que só nos faz rir e lamentar este papelão.

O ocorrido nos leva a pensar realmente sobre a idiotização do público, a quem lhe é negado o direito de opinar e discutir algo que pode ser ou não polêmico. Em nome dessa certa ética e moral em franca crise, o indivíduo não tem mais livre arbítrio para decidir o que deseja apreciar ou não. Os poderes do capital e do Estado normatizam a vida privada e a saída parece ser mesmo afiliar-se a uma Igreja pentecostal e esperar a salvação do Messias com seu saco de presentes, pois pensar criticamente não é mais possível.

Na cidade que sofre uma reforma brutal para receber espetáculos desportistas em breve, e onde o custo de vida tornou-se estratosférico, notamos que a alienação é a melhor parte do jogo para os investidores. A maquiagem carioca não consegue lidar com os conflitos e crises da contemporaneidade, preferindo primeiro fazer calar.

Nan Goldin, que já expôs nas mais importantes instituições e mostras do mundo, não tem espaço nesta cidade onde o caos e a arbitrariedade imperam, posto que suas imagens são “chocantes”. Pois eu prefiro o choque da arte ao choque imposto pela ignorânica e a hipocrisia.

Viva Nan Goldin! Viva a humanidade de seus retratos dos excomungados pela “sociedade de bem” que se nega a ver beleza onde em princípio so há feiúra e decadência.

O ser humano é lindo mesmo em sua solidão e desespero. Essa é a mensagem de Nan.

Colecionismo e fetichismo: curso online

A plataforma  tallermultinacional oferece cursos on-line desde a cidade do México, sobre assuntos referentes a arte, sociedade e cultura contemporânea.  A partir do dia 20 de outurbo será ofereceido o curso “Coleccionismo e Fetichismo”

O seminário tem duração de 8 semanas e uma considerável carga horária. Portanto vale tanto quanto um curso presencial, e tem o beneficio de gerar a troca entre pessoas de países distintos:

Coleccionismo y fetichismo: Objetos, rituales, mercado y arte.
SEMINARIO ONLINE   Imparte: Cristina Ochoa.

Duración: Del 20 de Octubre al 18 de Diciembre del 2011 (8 semanas); Inscripciones: hasta el 18 de Octubre / Formato de Inscripción

Dirigido a:  Estudiantes de arte, artistas, investigadores, historiadores, curadores de arte, coleccionistas, interesados en las prácticas artísticas contemporáneas.

Descripción: El curso propone una genealogía del consumo trazada como un recorrido sociológico, desde el cual se aborda el coleccionismo como tradición colonialista; a partir del análisis de diferentes hábitos sociales relacionados con fenómenos fetichistas como el empleo y acumulación de objetos, diversas prácticas de mercado, el uso de estimulantes, alimentos y/o sustancias, y sus repercusiones en procesos de transformación políticos y culturales.

+ info  http://www.tallermultinacional.net

[email protected] / skype: taller.multinacional /  +52 (55) 55187710

Revista ONCURATING # 9

O tema desta edição da revista ONCURATING, voltada para assuntos curatoriais nas artes contemporâneas  é  “Curando a Crítica” (Curating Critique).

Seu conteúdo joga uma luz na discussão sobre a aparente situação de esvaziamento da capacidade de julgar da crítica de arte. Considerando métodos de aproximação curatorial ao objeto artístico como meios de questionamentos críticos, a publicação desfia possibilidades de inserir a crítica em formatos que estão para além da escritura textual e da dicotomia bom-ruim/certo-errado – as quais não dão mais conta da análise da produção de arte contemporânea.

Esta edição reune artigos de :  Marianne Eigenheer, Barnaby Drabble, Dorothee Richter, Sarat Maharaj, Beatrice von Bismarck, Per Hüttner and Gavin Wade, Rober M. Buergel and Ruth Noack, Rebecca Gordon Nesbitt, Maria Lind and Paul O’Neill, Oliver Marchart, Beryl Graham and Sarah Cook, Marion von Osten, Sarat Maharaj and Giliane Tawadros, Ute Meta Bauer and Marius Babias, Walter Grasskamp.

Baixe versão em PDF, em inglês aqui

http://www.on-curating.org/issue_09.html

O juízo de valor dos Tops

A plataforma e editora britânica Arts Media Contacts anuncia a seleção dos 10 melhores blogs de arte, de acordo com seus critérios. Há coisas bem legais, mas quase todos estão na categoria-mãe “Blogs Comerciais” – o que não é exatamente um problemão.

Desta vez, o  artesquema.com não entrou na lista…

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The Arts Media Contacts Top Art Blog 2010 Awards

Contact  [email protected]
Jessica Wood
www.artsmediacontacts.co.uk

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1. VANDALOG
Top Art Blog of the Year
blog.vandalog.com

A perfect blog. Regular and interesting postings about street art across the world have created a genuine international community interested in this art form. To date there are just under 4000 followers, who are active in debating and posting and it is all very nicely brought together by its editor, RJ Rushmore. If you are looking to set up a blog to promote a specialist art form, then use this one as a model.

2. ARTS JOURNAL
Art News Blog of the Year
www.artsjournal.com

With its daily digest of the art news, seventeen highly qualified bloggers and a huge following, Arts Journal wins a top prize here. The sections are divided into clear sections such as: architecture, issues, art, music, culture, ideas, and the bloggers include leading figures in the academic and art world. The content is intelligent and the debate real. A guaranteed good read every day.

3. JONATHAN JONES ON ART
Art Blogger of the Year
www.guardian.co.uk/artanddesign/jonathanjonesblog

Jonathan’s short blogs fuel your brain and tell you exactly what you should go and see. We particularly liked his recent piece ‘The streets have stolen a march on modern art’. Working for The Guardian, his brief must be to feature events of ‘national interest’, but he manages to weave into this an eclectic mix of shows across the country in all sorts of places and not just the big names and brands. Other journos on the nationals should follow suit. We had many votes for Jonathan sent in to us, and the number of daily comments on his site shows that he a serious community of followers.

4. THE ART NEWSPAPER – FAIRS
Art Magazine Blog of the Year
www.theartnewspaper.com/fairs

If you did not received The Art Newspaper’s Daily bulletins from this year’s art fairs then you have missed out. The well-designed and up-to-the-minute newsletters drop into your inbox feeding you with news, opinion and gossip on the daily events at Frieze and Miami. For a moment in your morning you too are under canvas rubbing shoulders with oligarchs and celebrity collectors.

5. CATHEDRAL OF SHIT
Art Polemic Blog of the Year
cathedralofshit.wordpress.com

If you like a bitter rant against the art establishment with lots of expletives, then this blog is for you. It is very active, with plenty of anonymous researchers on the ground picking holes in government policy and exposing in-fighting, hypocrisy and nepotism in the art world. Examples are favourable reviews by national art critics of work by their personal friends. The design is pretty basic but the comment notable.

6. 1000 WORDSPHOTOGRAPHY
Photography Blog of the Year
1000wordsphotographymagazine.blogspot.com

This photography blogs highlights a sensational array of photographers, many of whom are relatively unknown. The blog, written mostly by Tim Clark, offers a mixture of well-written book and exhibition reviews, advice to photographers and news of fairs and competitions. The organisation also runs events in places such as Fez. Truly international.

7. SELF SELECTOR
New Art Blogger of the Year
selfselector.co.uk

Absolutely loads of people put forward Lorena Muñoz-Alonso for art blogger of the year. She clearly has a passionate group of followers. Lorena reviews exhibitions in such a way that you feel that you have been there. She asks enough questions about the art to challenge it, but she is not deliberately controversial or egotistical. She draws together exhibitions from public, commercial and alternative spaces, in a thematic way that makes you look at wider cultural issues.

8. ARMAGHOCLOCK
Artist’s Blog of the Year
armaghoclock.wordpress.com

There are so many good artists’ blogs that this is very difficult to choose. We were very careful not to select any artist that we represent or know as we don’t want to be outed in ‘Cathedral of Shit’. We have a preference here for the artist blogs that simply bring you behind the scenes as we are not artists ourselves. This blog was put forward by a subscriber and is an excellent example of an artist writing a journal on the development of a project. It brings you into the making of the work over the course of a year with clever use of images and sound. Unpretentious, clearly written and interesting.

9. ART RABBIT
Art Listings Blog of the Year
www.artrabbit.com

So many listings sites let us down because the searches don’t work or give you too much information or the content is out-of-date. This one doesn’t. It is beautifully designed and works perfectly – commendations to the graphic and software designers as well as the editors. The opinion pieces are nicely-written and the email blogs give you exactly the information you want on your selection of exhibitions opening or closing across the globe. A big thank you to Art Rabbit for bringing so many visitors into galleries and museums this year.

10. ART FAG CITY
Urban Art Blog of the Year
www.artfagcity.comCurator, lecturer and journalist Paddy Johnson goes around New York’s galleries and events and reports on art in the city with a fair amount of gossip and news too.

Visit www.artsmediacontacts.co.uk to read an extended list of the Top Arts Blogs 2010

Política emperrando a Bienal de Arte e Política

Enviado por email em 2010/9/25 por Cristina Ribas e publicado livremente aqui.

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Amigos

Há muitos rumores sobre o que de fato  levou a censura do projeto do artista argentino Roberto Jacoby na Bienal que inaugura hoje (24/09/2010). Eh bastante triste para mim como artista e pesquisadora testemunhar um fato como este a “esta altura do campeonato”, sobretudo porque os atores da censura se colocam em posicoes vitimizadas e despotencializadas, quando poderiam aportar o debate, defender o projeto do artista diante das tais “estruturas juridicas” apontadas e tentar constituir de fato um territorio para o enfrentamento dos ensejos curatoriais (elaborar relacoes possiveis entre arte e politica, ainda que essa articulacao precise de um trabalho arduo tanto dos conceitos como dos modos como pode ser operada).
contudo, observando desde dentro (estou em Sao Paulo ha dois dias), e levantando as pistas do que aconteceu de fato, se percebe uma acao autoritaria por parte tanto dos curadores como da equipe de producao, no sentido de barrar a livre expressao, categorizar e por fim censurar quase que na totalidade o projeto “A alma nunca pensa sem imagens”. no dia mesmo da abertura foi recolhido grande parte do material do espaco dedicado ao trabalho do artista e da Brigada Internacional Argentina, que trouxe mais de 30 pessoas para compor este “comite de campanha”, realizando um espaco dentro da Bienal para discutir formas politicas, campanhas partidarias e mesmo a relacao entre tais ambientes – o acontecimento da arte e o acontecimento de uma campanha politica.
encaminhamos abaixo uma carta que conta com um pouco mais de detalhes as informacoes ao redor do caso da censura. solicitamos que enviem emails de apoio, ou de questionamento, sigamos a conversacion. convido a todos a considerarem tambem o historico das pessoas envolvidas, dos artistas, da Brigada, das Madres de la Plaza de Mayo que vieram a abertura, e tambem olharem as imagens, a pensarem onde estao as almas, com estas imagens, e o que acontece quando as censuramos.
hoje, sabado, 24/09, 16h teremos um espaco para discutir o que aconteceu. no proprio local agora censurado dedicado ao trabalho, no terceiro andar da Bienal, mas nao menos vivo, nao menos inquietante, nao menos necessario para fazer tremer, tremular, tremblar os limites destas clausuras….
segue mais abaixo o link (vimeo) para o video que foi produzido na Argentina e tambem recolhido pela equipe de producao da Bienal.
abracos,
Cristina Ribas

Da Brigada Carioca, se soma Pedro Mendes, e em breve vamos elaborar um artigo (ou muitos) sobre isso.

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Arde San Pablo: el fantasma de la política en la Bienal

“La 29º Bienal de San Pablo está anclada en la idea de que es imposible separar el arte de la política”. A tenor de lo sucedido en las últimas 48 horas, hay serios motivos para dudar de la honestidad de esta declaración.

La obra de la Bienal de Sao Paulo que promete ser la más interesante no ha sido realizada por ningún artista, sino por la propia institución cuando ordenó cubrir unos imponentes paneles con papel de embalar, para impedir que puedan verse dos ampliaciones fotográficas: el rostro amistoso y atractivo de Dilma Rousseff frente al gesto agrio de José Serra, su opositor socialdemócrata en las elecciones a la presidencia de Brasil.

La obra propuesta por el argentino Roberto Jacoby ha consistido en socializar su espacio para que sea gestionado por una Brigada Argentina por Dilma que se dispuso a diseminar abiertamente propaganda favorable a la candidata del Partido de los Trabajadores en sucesión de Lula, apostando a ser parte del momento histórico excepcional de unidad, solidaridad, redistribución y democracia que se abre en América Latina.

De acuerdo con la —poco convincente— justificación hasta ahora emitida por la Fundación Bienal de San Pablo, un informe de la Procuraduría Electoral General habría decretado que la obra incurre en un “delito electoral” por quebrantar la Ley que impide la “vehiculación de propaganda de cualquier naturaleza” en espacios cuyo uso dependa de los poderes públicos. Sin embargo fue la propia Bienal la que concurrió a sede judicial para denunciar la obra que habían invitado.

Uno de los curadores de la Bienal, Agnaldo Farias, ha declarado a la prensa que “no podemos contestar la decisión de la justicia, porque corremos incluso el riesgo de que nos lleven presos. Si hubiésemos conocido de antemano que se trataba de Dilma, sabedores de que habría habido problemas, hubiéramos avisado al artista”. El argumento de los curadores de que habrían “sido sorprendidos” por el desarrollo de la pieza no se sostiene, ya que la misma fotografía censurada figura tanto el catálogo de la Bienal como en su sitio web.

A esta afirmación pusilánime no se puede sino responder con una pregunta: ¿qué piensa un curador de arte establecido cuando invoca la palabra “política”? Más allá de este caso puntual, no son infrecuentes las propuestas curatoriales que apelan a la relación “arte y política” para exhibir cementerios documentales o retratos de pobres o raros distantes. Esta obra política de Jacoby se opone eficazmente a esta despotenciación del arte político que ejerce actualmente el mainstream institucional.

Pero ¿qué sucede cuando un artista se toma en serio la necesidad de convertir un espacio artístico en un espacio público, para producir confrontación política —y no falso consenso— en tiempo real y en el mismo vientre del sistema del arte? El alma nunca piensa sin imagen —que así se titula la obra— consiste en algo más que la propaganda electoral favorable a Dilma: el espacio de la muestra asignado a Jacoby se transformó además en una máquina de producir antagonismo entre opiniones diversas, tomando partido e imponiendo al establishment artístico implicarse en una discusión sobre el hecho constatable de que, en un espacio geopolítico como América latina, existe hoy más experimentación, más creatividad y —en definitiva— más esperanza en el área de la política y de lo político —desde las estructuras institucionales hasta el campo de los movimientos sociales— que en el sistema del arte contemporáneo.

Jacoby participa en la Bienal por partida doble, pues integró asimismo el colectivo de artistas, sociólogos, militantes de varias ciudades que en 1968 produjo la histórica Tucumán Arde, documentada erróneamente —y se trata de un síntoma grave y elocuente— en el web de la Bienal como una obra del Grupo de Arte de Vanguardia rosarino. Ésta fue clausurada en la central obrera en Buenos Aires, bajo presiones militares durante la dictadura del general Onganía: su provocación consistía en desbordar el sistema del arte para abrazar el movimiento de protesta social en contra del sistema  vigente. A la inversa, El alma nunca piensa sin imagen parece haber sido censurada por instalar en el centro del sistema del arte una actividad a favor de un proceso extraartístico que sucede en la institución política. La Brigada Argentina por Dilma nos lo expone como algo mucho más real —porque resulta más imperfecto y complejo al fin— que la pulcritud inmaculada con que habitualmente brilla la palabra “política” en los textos curatoriales.

Buenos Aires/Sao Paulo, 23 de septiembre de 2010.

Integran la Brigada:
Adriana Minoliti, Alejandro Ros, Ana Longoni, Alina  Perkins, Cecilia Sainz, Cecilia Szalkowicz, Daniel Joglar, Fernanda Laguna, Francisco Garamona, Florencia Hipolitti, Gastón Pérsico, Paula Bugni, Hernán Paganini, Javier Barilaro, José Fernández Vega, Julia Ramírez, Kiwi Sainz, Laura Escobar, Lidia Aufgang, Lucas Rubinich, Mariano Andrade, Mariela Scafati, Mariela Bond, María Granillo, Nacho Marciano, Roberto Jacoby, Santiago Villanueva, Syd Krochmalny, Tomás Espina, Víctor Florido, Victoria Colmegna.

Adhieren:
Marcelo Expósito (Barcelona/Buenos Aires).
Gachi Hasper (Buenos Aires)
Diana Aisenberg (Buenos Aires)

Para enviar su adhesión:
[email protected].

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Video censurado, veja no vimeo
http://vimeo.com/15096614

El arte fuera de sí

Segue link para a crítica ferrenha sobre o sistema de arte global, do antropólogo argentino Néstor García Canclini, publicado inicialmente no jornal La Nación.

Ainda que algumas de suas idéias possam soar conservadoras, chama a atenção a escrita séria e contundente, sem afetação de fofoca, que encontramos em alguns autores menos preparados, especialmente no Brasil, quando se dispõem a falar sobre mercado e sistema de arte.

El arte fuera de sí – Néstor García Canclini
(originalmente en lanacion.com)

¿Qué está pasando con el arte, cuya muerte se anunció tantas veces, para que en pocas décadas se haya convertido en una alternativa para inversores decepcionados, laboratorio de experimentación intelectual en la sociología, la antropología, la filosofía y el psicoanálisis, surtidor de la moda, del diseño y de otras tácticas de distinción? […]

Desde principios del siglo XX la sociología mostró la necesidad de entender los movimientos artísticos en conexión con los procesos sociales. Ahora, esa implicación “externa” del arte es más visible debido al creciente valor económico y mediático alcanzado por numerosas obras. Para explicar el fenómeno no alcanzan las hipótesis que postulaban -al igual que se dijo respecto de la religión- que las artes ofrecen escenas imaginarias donde se compensan las frustraciones reales , ya sea como evasión que lleva a resignarse o como creación de utopías que realimentan esperanzas: “una especie de religión alternativa para ateos”, según la frase de Sarah Thornton. (SEGUE)

artigo extraído da revista digital espanhola  http://salonkritik.net