Lugar a Dudas

No instigante Seminário Internacional “Reconfigurações do Público”, realizado no MAM Rio na semana que passou, ouvimos a apresentação de Oscar Muñoz, idealizador e diretor do espaço independente Lugar a Dudas, que fica em Cali, Colômbia .

Trata-se de um local aberto à aquilo que a Arte Contemporânea mais suscita e clama: a dúvida. O espaço foi criado em um bairro decadente numa casa deteriorada que sofreu várias reformas e hoje abriga este ponto de referência em pesquisa de projetos experimentais sobre arte contemporânea na América Latina.

O Lugar a Dudas promove exposições, workshops, cursos, publicações e residências para artistas e curadores, entre outras iniciativas.

Um de seus projetos é o Fotocopioteca, que disponibilza textos curtos em publicações de xerox, como a que está abaixo, com traduções de voluntários e ao preço da xerox.  No site é possível baixar os mesmos textos em PDF, de graça.

http://www.lugaradudas.org/

CuratingYoutube.net

Projeto de curadoria online criado em 1997, que explora o fenômeno da Web 2.0 no formato do portal de compartilhamento YouTube. Abordando esse fenômeno desde diferentes ângulos e pontos de vista, CuratingYoutube.net reúne uma variedade de projetos curatoriais.

A mais nova curadoria é uma seleção de vídeos e registros do coletivo (ou onda coletiva?) internacional Anonymous, que realiza ações políticas apoiadas em recursos poéticos (ou ações poéticas ancoradas em motivos políticos).

Veja o link dos vídeos recém produzidos nas manifestações de Wall Street, em Nova Iorque, sob o tag de anonymous e depois passe para conhecer o projeto de CuratingYouTube.net

Olimpíadas prá quem?

Em meio à bolha de espetáculos e maquiagem da cidade do Rio de Janeiro, uma iniciativa se coloca como possibilidade de discutir o lado de fora do show.

No periodo de 11 a 18/09 foi realizado o encontro Cartografias Insurgentes, no Morro da Conceição – zona residencial tradicional da região do porto, que vê se aproximar o impacto dos projetos de remodelação na vida dos moradores.

Para conhecer a proposta e ver uma séire de materiais produzidos pelos que participaram, visite

http://cartografiasinsurgentes.wordpress.com/

Chamada para projetos de rádio e arte sonora – na Eslovênia

A plataforma independente CONA – Institute for Contemporary Arts Processing anuncia:

“OPEN CALL for radio art & sound art works
Invitation to artists to participate in the project Radio As An Arts Space (deadline June 25, 2011)
In the frame of the project Radio As An Arts Space, Cona is sending out an open call for submission of contemporary sound art and radio art works. Artists and art groups creating in the area of radio art and sound art are invited to apply with existing or new works”.

Para saber mais visite o site  www.cona.si

Política emperrando a Bienal de Arte e Política

Enviado por email em 2010/9/25 por Cristina Ribas e publicado livremente aqui.

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Amigos

Há muitos rumores sobre o que de fato  levou a censura do projeto do artista argentino Roberto Jacoby na Bienal que inaugura hoje (24/09/2010). Eh bastante triste para mim como artista e pesquisadora testemunhar um fato como este a “esta altura do campeonato”, sobretudo porque os atores da censura se colocam em posicoes vitimizadas e despotencializadas, quando poderiam aportar o debate, defender o projeto do artista diante das tais “estruturas juridicas” apontadas e tentar constituir de fato um territorio para o enfrentamento dos ensejos curatoriais (elaborar relacoes possiveis entre arte e politica, ainda que essa articulacao precise de um trabalho arduo tanto dos conceitos como dos modos como pode ser operada).
contudo, observando desde dentro (estou em Sao Paulo ha dois dias), e levantando as pistas do que aconteceu de fato, se percebe uma acao autoritaria por parte tanto dos curadores como da equipe de producao, no sentido de barrar a livre expressao, categorizar e por fim censurar quase que na totalidade o projeto “A alma nunca pensa sem imagens”. no dia mesmo da abertura foi recolhido grande parte do material do espaco dedicado ao trabalho do artista e da Brigada Internacional Argentina, que trouxe mais de 30 pessoas para compor este “comite de campanha”, realizando um espaco dentro da Bienal para discutir formas politicas, campanhas partidarias e mesmo a relacao entre tais ambientes – o acontecimento da arte e o acontecimento de uma campanha politica.
encaminhamos abaixo uma carta que conta com um pouco mais de detalhes as informacoes ao redor do caso da censura. solicitamos que enviem emails de apoio, ou de questionamento, sigamos a conversacion. convido a todos a considerarem tambem o historico das pessoas envolvidas, dos artistas, da Brigada, das Madres de la Plaza de Mayo que vieram a abertura, e tambem olharem as imagens, a pensarem onde estao as almas, com estas imagens, e o que acontece quando as censuramos.
hoje, sabado, 24/09, 16h teremos um espaco para discutir o que aconteceu. no proprio local agora censurado dedicado ao trabalho, no terceiro andar da Bienal, mas nao menos vivo, nao menos inquietante, nao menos necessario para fazer tremer, tremular, tremblar os limites destas clausuras….
segue mais abaixo o link (vimeo) para o video que foi produzido na Argentina e tambem recolhido pela equipe de producao da Bienal.
abracos,
Cristina Ribas

Da Brigada Carioca, se soma Pedro Mendes, e em breve vamos elaborar um artigo (ou muitos) sobre isso.

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Arde San Pablo: el fantasma de la política en la Bienal

“La 29º Bienal de San Pablo está anclada en la idea de que es imposible separar el arte de la política”. A tenor de lo sucedido en las últimas 48 horas, hay serios motivos para dudar de la honestidad de esta declaración.

La obra de la Bienal de Sao Paulo que promete ser la más interesante no ha sido realizada por ningún artista, sino por la propia institución cuando ordenó cubrir unos imponentes paneles con papel de embalar, para impedir que puedan verse dos ampliaciones fotográficas: el rostro amistoso y atractivo de Dilma Rousseff frente al gesto agrio de José Serra, su opositor socialdemócrata en las elecciones a la presidencia de Brasil.

La obra propuesta por el argentino Roberto Jacoby ha consistido en socializar su espacio para que sea gestionado por una Brigada Argentina por Dilma que se dispuso a diseminar abiertamente propaganda favorable a la candidata del Partido de los Trabajadores en sucesión de Lula, apostando a ser parte del momento histórico excepcional de unidad, solidaridad, redistribución y democracia que se abre en América Latina.

De acuerdo con la —poco convincente— justificación hasta ahora emitida por la Fundación Bienal de San Pablo, un informe de la Procuraduría Electoral General habría decretado que la obra incurre en un “delito electoral” por quebrantar la Ley que impide la “vehiculación de propaganda de cualquier naturaleza” en espacios cuyo uso dependa de los poderes públicos. Sin embargo fue la propia Bienal la que concurrió a sede judicial para denunciar la obra que habían invitado.

Uno de los curadores de la Bienal, Agnaldo Farias, ha declarado a la prensa que “no podemos contestar la decisión de la justicia, porque corremos incluso el riesgo de que nos lleven presos. Si hubiésemos conocido de antemano que se trataba de Dilma, sabedores de que habría habido problemas, hubiéramos avisado al artista”. El argumento de los curadores de que habrían “sido sorprendidos” por el desarrollo de la pieza no se sostiene, ya que la misma fotografía censurada figura tanto el catálogo de la Bienal como en su sitio web.

A esta afirmación pusilánime no se puede sino responder con una pregunta: ¿qué piensa un curador de arte establecido cuando invoca la palabra “política”? Más allá de este caso puntual, no son infrecuentes las propuestas curatoriales que apelan a la relación “arte y política” para exhibir cementerios documentales o retratos de pobres o raros distantes. Esta obra política de Jacoby se opone eficazmente a esta despotenciación del arte político que ejerce actualmente el mainstream institucional.

Pero ¿qué sucede cuando un artista se toma en serio la necesidad de convertir un espacio artístico en un espacio público, para producir confrontación política —y no falso consenso— en tiempo real y en el mismo vientre del sistema del arte? El alma nunca piensa sin imagen —que así se titula la obra— consiste en algo más que la propaganda electoral favorable a Dilma: el espacio de la muestra asignado a Jacoby se transformó además en una máquina de producir antagonismo entre opiniones diversas, tomando partido e imponiendo al establishment artístico implicarse en una discusión sobre el hecho constatable de que, en un espacio geopolítico como América latina, existe hoy más experimentación, más creatividad y —en definitiva— más esperanza en el área de la política y de lo político —desde las estructuras institucionales hasta el campo de los movimientos sociales— que en el sistema del arte contemporáneo.

Jacoby participa en la Bienal por partida doble, pues integró asimismo el colectivo de artistas, sociólogos, militantes de varias ciudades que en 1968 produjo la histórica Tucumán Arde, documentada erróneamente —y se trata de un síntoma grave y elocuente— en el web de la Bienal como una obra del Grupo de Arte de Vanguardia rosarino. Ésta fue clausurada en la central obrera en Buenos Aires, bajo presiones militares durante la dictadura del general Onganía: su provocación consistía en desbordar el sistema del arte para abrazar el movimiento de protesta social en contra del sistema  vigente. A la inversa, El alma nunca piensa sin imagen parece haber sido censurada por instalar en el centro del sistema del arte una actividad a favor de un proceso extraartístico que sucede en la institución política. La Brigada Argentina por Dilma nos lo expone como algo mucho más real —porque resulta más imperfecto y complejo al fin— que la pulcritud inmaculada con que habitualmente brilla la palabra “política” en los textos curatoriales.

Buenos Aires/Sao Paulo, 23 de septiembre de 2010.

Integran la Brigada:
Adriana Minoliti, Alejandro Ros, Ana Longoni, Alina  Perkins, Cecilia Sainz, Cecilia Szalkowicz, Daniel Joglar, Fernanda Laguna, Francisco Garamona, Florencia Hipolitti, Gastón Pérsico, Paula Bugni, Hernán Paganini, Javier Barilaro, José Fernández Vega, Julia Ramírez, Kiwi Sainz, Laura Escobar, Lidia Aufgang, Lucas Rubinich, Mariano Andrade, Mariela Scafati, Mariela Bond, María Granillo, Nacho Marciano, Roberto Jacoby, Santiago Villanueva, Syd Krochmalny, Tomás Espina, Víctor Florido, Victoria Colmegna.

Adhieren:
Marcelo Expósito (Barcelona/Buenos Aires).
Gachi Hasper (Buenos Aires)
Diana Aisenberg (Buenos Aires)

Para enviar su adhesión:
[email protected].

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Video censurado, veja no vimeo
http://vimeo.com/15096614

‘No Soul for Sale’ : sem venda de almas

No Soul For Sale – Um Festival de Independentes (press release)
Tate Modern, Turbine Hall
Para celebrar o 10º aniversário da Tate Modern, a galeria vai abrigar o No Soul For Sale – Um Festival de Independentes. Para este festival de arte grátis, a Tate Modern está convidando mais de 70 dos mais inovadores espaços de arte, organizações sem fins lucrativos e coletivos de artistas, de Shangai ao Rio de Janeiro, para tomar o Turbine Hall. O  festival preencherá o espaço icónico do Turbine Hall com uma mistura eclética de eventos artísticos de vanguarda, performances, musica e filmes de 14 a 16 de Maio de 2010. A galeria estará aberta até à meia-noite na Sexta Feira 14 e no Sábado 15 de Maio, para eventos noturnos com convidados especiais a serem anunciados brevemente.A Tate Modern abriu pela primeira vez dia 12 de Maio de 2000 e mais de 45 milhões de visitantes atravessaram as suas portas desde esse dia.
Para receber o No Soul For Sale, a Tate Modern está a trabalhar em colaboração com o artista Maurizio Cattelan e os curadores Cecilia Alemani and Massimiliano Gioni. O festival reunirá alguma da arte contemporânea mais experimental e emocionante de todo o globo, apresentada de forma não convencional, num estilo faça-voçê mesmo. Abrangendo desde estruturas monumentais a intervenções espirituosas, performances épicas e instalações interactivas, os participantes irão expor lado a lado sem paredes ou divisórias, criando uma aldeia instantânea da arte global a ser explorada pelos visitantes.

As organizações participantes irão responder ao convite com um leque de projetos únicos, construindo sobre o espírito participativo das anteriores curadorias da Turbine Hall. White Columns (Nova Iorque) irá trabalhar com o músico dos Sonic Youth, Thurston Moore, no lançamento do novo número do seu ‘Ecstatic Peace Poetry Journal’. Publicando poesia de indivíduos que cruzam os mundos da música, poesia e arte, a publicação será impressa num papel desenhado para voar como uma pipa no Turbine Hall. Entretanto o duo Latitudes, de Barcelona, irá colaborar com o artista espanhol Martí Anson, que irá montar uma firma de taxi e levar o par de Barcelona a Londres, desenhando o veículo, o uniforme do condutor e a rota.

Conversas Radiofônicas: links de interesses artísticos

Um desdobrar de conversas sobre arte atual, administradas como uma engrenagem autogerida, difundidas pela Rádio Kaxinawá e pelo Radioforum.

Aqui os arquivos das conversas radiofônicas 01 & 02:

http://www.radioforum.zt2.net/

Aqui os links & as referências comentadas durante e ao redor da conversa radiofônica 02:

O Projeto Moitará Grupo Um e grupo Opavivará

http://moitara.wordpress.com/

O Projeto Acervo, do Leo Videla

http://bananeiras.wordpress.com/2008/03/18/projeto-acervo/

A participação do Kaza Vazia no Projeto Pedregulho da Bia Lemos & Cristina Ribas

http://kazavazia613.blogspot.com/

http://pedregulhoresidenciaartistica.wordpress.com/about/

O projeto do RUST (Radical Urban Silkscreen Team) com o MAC-Niterói

http://www.carnegiemuseums.org/cmag/feature.php?id=127

O Jogos de Escuta, gerido por Bruno Caracol, Marcelo Wasem, Maria Moreira e Mariana Novaes

http://jogosdeescuta.wordpress.com/

A Rádio PortoÁria, de múltiplos gestores

http://radioportoarea.espectroaberto.org/

O Projeto Ondas Radiofônicas de Marcelo Wasem e Mariana Novaes

http://culturadigital.br/ondasradiofonicas/a-proposta/

O jogo Carta Branca de Maria Moreira

http://www.camberwell.arts.ac.uk/25312.htm

CONSERVAS

CONSERVAS
ARTE QUE FUNCIONA. Arte, política y otros excesos. Espacio cambiante para la creación, el intercambio, las conexiones, la experimentación, el aprendizaje y la transformación en general. Conservas es también una compañía de teatro e intervención. Conservas produce acciones, media-acciones y otras herramientas. Conservas es, por último, un festival bienal que nos permite ver y repensar lo que está pasando. Conservas no es un placebo cultural.