Residência em Arte Sonora na Finlândia

A associação de artistas MUU, cujo foco está centrado em tecnologia e permormatividade, lança chamada para exposição e residência internacional em arte sonora. Abaixo segue os detalhes e a ficha de inscrição.

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MUU FOR EARS
– a series of sound events in MUU studio, June/August 2012
produced by Artists’ Association MUU
http://www.muu.fi

OPEN CALL for submissions

1. EXHIBITION for Sound Artists
MUU FOR EARS will provide an opportunity for sound artists from outside Finland to showcase sound art and experimental music projects as part of an international sound event at MUU studio in June 2012.

MUU is looking for a wide range of material such as sound installations, experimental musical improvisations, remix and sample compositions, sound sculptures and live performances, as well as other ways of making sound and music. The MUU studio is a black box of 10 m2. The space is suitable for one or two installations.

MUU will cover travel to Finland, accommodation and a small artist fee.

THE DEADLINE IS 31 MARCH 2012.
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2. ARTIST-IN-RESIDENCE for a Sound Artist
Consists of a one-month stay at the Tapiola Guest Studio, located in Espoo, 8 km from the centre of Helsinki. The residency is located in a park-like setting just beside the sea. The studio has a total area of 83 m2, plus a living balcony of 15 m2.

The residency includes an artists talk at the MUU gallery. MUU is also interested in arranging a sound workshop in August, and are looking for proposals for the workshop. A salary will be paid for conducting the workshop.

The residency also includes an opportunity to perform at the newly open Sound Gallery Akusmata, curated and organized by Petri Kuljuntausta.
MUU will cover travel to Finland, accommodation and a small artist fee.

THE DEADLINE IS 31 MARCH 2012.
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MUU FOR EARS is produced and curated by Timo Soppela and Rita Leppiniemi / Artists’ Association MUU. Organized in cooperation with Petri Kuljuntausta’s sound gallery Akusmata.
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Please submit applications by e-mail to   [email protected]
or by post to   MUU ry / MUU FOR EARS
Lönnrotinkatu 33
00180 Helsinki
Finland
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APPLICATION
The following information is required:

Choose:
1. Exhibition
2. Artist-in-Residence

NAME:
ADDRESS:
TELEPHONE NUMBER:
EMAIL:
WEBSITE:
CV:
TITLE & SYNOPSIS OF WORK (exhibition):
DURATION OF WORK (exhibition):
ONE PAGE OUTLINING THE CONTENT OF THE RESIDENCY:
ONE PAGE PROPOSAL FOR A WORKSHOP FOR SOUND ARTISTS:
SOUND SAMPLES (common formats accepted: wav, aiff, mp3, etc.):
TECHNICAL REQUIREMENTS (exhibition):

NOTE: If you wish to have your material returned (sent by post), please enclose a self-addressed envelope. Please do not send master disks, as we cannot accept any liability for loss or damage.

Further information: [email protected]

Novo texto: Performar, Performando

O texto que segue foi publicado no livro Performance Presente Futuro Vol. 3. Rio de Janeiro. Automática/Oi Futuro, 2011.  Como o carnaval é a festa da performance espontânea, re-publico este texto do ano passado mas ainda em dia com o mundo da arte e da carne.

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Performar, Performando

Performar é um verbo inventado, derivado da expressão em inglês performance, que significa desempenho. Um boa performance – ou bom desempenho, tem sido uma das maiores exigências da contemporaneidade. Na vida cotidiana, performar é um ato a ser cultivado diariamente, seja pelo executivo ou pela manicure, no exercício de suas profissões. Na arte, a performance é uma linguagem estabelecida na lista das práticas artísticas contemporâneas, que processa e ressignifica em ações ao vivo atos tão banais quanto amarrar os sapatos.

Em sociedade, a performance é percebida em situações de coletividade em que há um acontecimento ritualizado, como uma boda, uma festa junina ou uma final de campeonato estadual, e também em situações de alto apelo estético, como no caso de um espetáculo ou obra de arte. Como tema de estudo, a performance é passível de ser abrangida por muitos campos como a antropologia, o teatro, a dança, a sociologia, a comunicação social e as artes plásticas, entre outros, e é essa pluralidade que circunscreve a indefinição – e a liberdade – do termo e seu respectivo fazer.

Continua aqui

O banheiro como mote temático

Juan Antonio Molina é curador e crítico cubano baseado na Cidade do México, especializado em fotografia contemporânea com ênfase na produção latino-americana. Seu atual projeto chama-se El baño. La fotografía contemporánea entre lo público y lo privado”, e versa sobre imagens, muitas improváveis, feitas no ou a partir do cômodo onde prevalece a intimidade do corpo.

Abaixo segue uma foto da exposição com extrato da análise desta por  Molina.

 

Jorge Sáenz: Ducha en reclutamiento (de la serie Rompan filas)

“El libro Rompan filas es un proyecto ejemplar dentro de la historia reciente del fotodocumentalismo latinoamericano. A principios de la década de 1990 ese trabajo sirvió a la causa del movimiento social por la objeción de conciencia, que se resistía a la imposición del servicio militar obligatorio en Paraguay. El contenido del libro articula un discurso contra el militarismo y el patrioterismo en el contexto frágil y resentido de una sociedad post-dictatorial. Lo mejor de este proyecto es que sostiene su posición política contestataria con un ejercicio fotográfico de gran pulcritud y excelente factura. Jorge Sáenz demostró con esas fotos su extraordinario talento para trabajar la dimensión simbólica de las imágenes desde una práctica documental que se revela así, no sólo como registro de una realidad, sino como posicionamiento poético ante la imagen grotesca del poder”.

Continua em  http://paginaenblanco-juan.blogspot.com

A exposição abre dia 23 de Fevereiro no Museo Archivo de la Fotografia (MAF), D.F.

Ó Abre Alas que a gente quer passar!

Inaugura neste sábado, no Rio de Janeiro, a 8a edição da coletiva anual da Gentil Carioca, Abre Alas. Com curadoria de Daniela Labra, Alexandre Vogler e Marcelo Campos, este ano a mostra conta com 35 artistas expostos entre a galeria e o Centro de Artes Helio Oiticica, e conta com shows e concurso de fantasia durante a inauguração.  Diversão e arte, para toda a parte!

Artistas selecionados:
1. Adriano Costa, SP
2. Alexandra Urban, Polônia
3. Alexandre Brandão, MG
4. Amadeo Azar, Buenos Aires
5. Amanda Mei, SP
6. AoLeo, RJ
7. Arte S.A., Umbigo Group, RJ
8. Arthur C. Arnold, RJ
9. Bete Esteves, RJ
10. Carlos Nunes, SP
11. Celina Portella, RJ
12. Chico Fernandes, RJ
13. Fabio Tremonte, SP
14. Fran Junqueira, RJ
15. Francilins Castilho, BH
16. James Eisen, Austrália
17. Kristofer Paetau, Finlândia/RJ
18. Lilian Maus, RS
19. Maíra das Neves, RJ/SP
20. Marcelo Amorim, SP
21. Marcio Vilela, Lisboa
22. Margit Leisner, PR
23. Maria Mattos, RJ
24. Marina de Botas, CE
25. Paula Huven, BH/RJ
26. Polyanna Morgana, DF
27. Raphael Escobar, SP
28. Renato Bezerra, RJ
29. Romy Potcztaruk, RS
30. Sergio Fernandes, Lisboa
31. Sofia Cesar, RJ
32. Ulisses Lociks, AL
33. Walter Gam, BH
34. Wilbor, RJ
35. Yara Pina, GO

ABRE ALAS 8
Abertura: 11 de fevereiro de 2012 das 16h às 20h (sábado)
Exposição de 14/02 (terça-feira) até 10/03 (sábado)

Endereços:
A GENTIL CARIOCA
Rua Gonçalves Ledo, 17- Sobrado
Centro- Rio de Janeiro- 20060-020
Tel: (21) 2222-1651
Abrimos de terça a sexta-feira das 12h às 19h e sábados das 12h às 17h.
[email protected]

CAHO
Centro Municipal de Arte Helio Oiticica
Rua Luís de Camões, 68, Centro, Rio de Janeiro
Tel: (21) 2232-4213 / 2242-1012

Mike Kelley 1954-2012

Mike Kelley foi um artista importante de sua geração, tendo começado a despontar nos Estados Unidos no final da década de 1970. Sua obra surpreendia com uma simplicidade e “tosquidão” que, caso fosse brasileiro, imediatamente o fariam ser identificado, por aqui, com uma certa tradição precária, relacionada à própria precariedade do nosso meio social. Mas Kelley era de Michigan, Estados Unidos, país que não quer saber do precário. Em sua trajetória, acompanhou o movimento punk e a decadência e re-ascendência de Nova York com seus armazéns abandonados, crimes e pixadores vandalizando tudo. Kelley foi da geração pré MTV que viu o Pop retornar com força nas artes, aclamado por um mercado que engoradava e crescia, especialmente em seu país. Kelley parecia cagar e andar. Mas estava em todas, parecendo dar de ombros para a maioria. Suas obras, que podiam ser bonecos estofados, tapeçarias de crochê, esculturas de panos, fibra de vidro, vídeos de narrativas não-lineares, entre muitas outras coisas, eram feias, amorais, amorfas, politicamente de saco cheio, entediantes, bizarras até. Mas, por tudo isso, eram intrigantes demais, pois pareciam também ser um escárnio da própria cultura de massa, do consumo, da mídia que esconde a feiúra do mundo quando aquilo não reverte em audiência.  Suas obras eram críticas na forma, e não eram panfletárias tentativas de rebeldia. Longe disso. Pois Mike Kelley, no seu aparentemente desestruturado armamento artístico, era denso e lúcido.

Mike Kelley
Ah. . . . Youth!
1991

http://www.mikekelley.com/