Futuresonic: chamada para projetos…

Além deste postado, há outros…
Futuresonic
Futuresonic 2009 Art exhibition
Call For Submissions

Futuresonic and FutureEverything invite submissions from artists, thinkers and makers for the Futuresonic 2009 Art exhibition.

A commission valued at GBP 5000 is available to create a new artwork, plus Futuresonic can support a limited number of other projects, as a part of a major city wide exhibition. Get Involved!

Futuresonic’s Art strand commissions new artworks and presents exhibitions on art, technology and social themes, with a focus on artworks that are participatory, sited in public space, and in an urban context.

2009 Theme: Environment 2.0
futuresonic.com/getinvolved

Submissions deadline — 5pm, 13 October 2008

Residência artística no CAMAC – França

Residency at CAMAC
Marnay-sur-Seine, France (2 months)

http://www.camac.org/ver3/unesco_aschberg_camac.htm

Discipline: visual arts, design
Origin of candidates: all regions of the world (except France)

Languages: French, English or Spanish
Maximum age: 25-35

Deadline: 30 october 2008
Application to be sent to: CAMAC
CAMAC,
1, Grande rue
10400 Marnay-sur-Seine, France
Tel.: (+33) 3 25 39 20 61
Fax : (+33) 3 25 39 67 98
E-mail:[email protected] – Internet: www.camac.org

goiastexas

Posto este blog da Fabiola Morais, de Goiânia, que é designer e interessada por assuntos das artes contemporâneas. Estive semana passada na cidade e tive o prazer de conhecer pessoas que estão realizando e pensando cultura  independente de apoios institucionais ou não, fora do eixo sudeste. Viva as ações descentralizadoras! O blog: goiastexas

Anarkia Graffiti

“Grafite Conceitual”. Esse é o título irônico da ‘exposição’ de Anarkia, no Rio de Janeiro. Crítica, a grafiteira ocupa a Grande Galeria do Rio de Janeiro. Para localizar as ‘obras’, é só procurar no mapa das ruas da cidade.

É um contraponto bastante inteligente ao atentado à Choque Cultural (ao ato em si como àqueles que pensaram o ato). Barbarizar prá gerar discussão é uma tática imediatista e mídiática, portanto certamente eficaz. Mas trabalhar em surdina, no dia-a-dia e na perseverança provavelmente deixará lições mais construtivas – e duradouras.

Anarkia é uma das duas mulheres a integrarem a Bienal de Graffiti que acontece este ano em BH. Evento cuja proposta, aliás, acho bem esquisita…

O site da moça vale uma olhada 

Anarkia Graffiti

Ataque de pixadores à Choque Cultural

rraurl.com :: cena | Ataque à Choque Cultural

De acordo com a Folha de S.Paulo, a ação foi organizada – via email – por Rafael Guedes Augustaitiz (Rafael Pixobomb), o mesmo artista que em julho deste ano tinha sido expulso da Faculdade de Belas Artes (SP) por ter realizado uma ação semelhante nas instalações do curso. A ação na Choque Cultural foi fotografada e publicada em uma página do FlickR.

A convocatória para o manifesto foi feita através de um flyer chamado ATTACK PART 2 : A CAMINHO DA REVOLUÇÃO 2008 que dizia:

“Evadiremos (sic) com nossa Arte Protesto uma bosta de galeria de arte CHOQUE CULTURAL. Segundo sua ideologia abriga artistas do UNDERGROUND, então é TUDO NOSSO! Declararemos TOTAL PROTESTO.
Local de encontro: Praça Benedito Calixto Rua Cardeal ArcoVerde com Rua Lisboa, próximo dos Metrôs Clinicas e Sumaré.
Horário: 15:00hs > SÁBADO 06/09/08

RESGATEM FRASES !
VIVA A PIXAÇÃO

“TODOS PELO MOVIMENTO PIXAÇÃO”

“Evadir” é quase o contrário de “invadir”. Mas, foi feita uma invasão. O mais interessante disso tudo é o debate mesmo.

comentários: http://www.flickr.com/photos/_choquephotos_/2840611648/

A Performance, o presente e o futuro do jornalismo cultural no Rio de Janeiro

E o evento aconteceu. E foi um luxo. Performance Presente Futuro, no Oi Futuro, trouxe trabalhos incríveis, mostra de vídeos interessantes e 3 palestras que deram muito que pensar. Sim, eu fiz a curadoria e tenho uma visão parcial da coisa. Mas o retorno que tive do público foi esse: um evento com um recorte e produção excelentes.

O ponto alto foi a palestra da artista Orlan, no Brasil a convite nosso. Casa cheia, noite disputada.

Mas, se por  um lado o público compareceu vibrante, por outro a mídia impressa, ainda cara aos divulgadores institucionais, parecia ignorar que mais uma vez algo interessante sobre arte contemporânea estaria acontecendo no fim de semana na cidade da televisão.

Se Orlan foi nosso destaque, para os meios de comunicação locais era só uma extravagância metida a arte. Elevada à condição de ‘corpo estranho’, Orlan ganhou pequeno destaque na revista dominical do principal jornal da cidade. Na coluna “Sei lá, mil coisas…” de 24/08/2008 o diário O Globo estampou uma foto da artista e três perguntas/respostas superficiais. Naquele espaço, que comenta lançamentos comerciais, chacotas e bizarrices da semana, Orlan surgiu ao lado do sósia de Roberto Carlos e de uma nota sobre implantes de cílios. Sei lá, mil coisas…

Na semana do evento lá estava Orlan de novo no mesmo jornal, não no caderno de cultura, cujo editor não dá muita bola para as bobagens da arte contemporânea, mas no guia de programação do fim de semana. Que bom. Mas também que triste: o evento, cujo foco era a performance ao vivo e suas relações com a tecnologia, saiu com o título errado, ficando apenas “Presente Futuro”. E algumas apresentações, como as de Chelpa Ferro e Maurício Ianês, foram divulgadas como ‘vídeos’. Foi como se tivessem suprimido a palavra ‘dança’ de um evento de dança.

O preconceito da mídia carioca impressa com a arte contemporânea faz corar público, profissionais e instituições por que se percebe como ignorância assumida e pensada daqueles que deveriam estimular o exercício intelectual na sociedade. Após um ciclo de decadência, o Rio de Janeiro tem conseguido retomar uma agenda cultural ainda frágil mas já diversa e cosmopolita. Entretanto, o conservadorismo dos que editam o conteúdo dos veículos de comunicação impressos prefere a mesmice daquilo que é comercial.

Porém, talvez eles tenham suas razões: enquanto a fútil celebrity da vez implanta silicone bem-comportado sem alardear conceitos, ajudando a vender artigos, a artista Orlan, cuja manipulação corporal traz questões éticas, estéticas e filosóficas parece muito difícil, merecendo ficar mesmo no plano da bizarrice. Ainda que muitos digam por aí que ela é um dos nomes mais interessantes da arte do século XX.

Sei lá, mil coisas…