ARTECAPITAL.NET

A revista lusa ARTECAPITAL.NET publicou este mês um interessante texto em 7 partes, do crítico espanhol José Luis Brea sobre a tarefa da crítica de arte hoje. Aqui vai publicada apenas a primeira parte:

A tarefa da crítica (em sete teses)

1. O objectivo último da crítica de arte, como a de toda a análise cultural, é colocar em evidência as condições, dependências e interesses de toda a índole – sociais, técnicos, políticos, de género, de dominação económica, cultural, etc. – sobre as quais a prática se produz. É preciso afastar a miragem da inocência: nunca uma prática de representação – e a arte não é outra coisa – é “inocente”. Evidenciar a sua falta de inocência é sempre tarefa da crítica.

ARTECAPITAL.NET

Site de Alexandre Vogler

Site impagável do artista Alexandre Vogler. Tem que baixar um plug in em Flash, rapidinho e simples. Vale a pena por que esta página é informação e deleite garantidos.
www.alexandrevogler.com

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THE LAST BOOK – colaborações tipo-gráficas

THE LAST BOOK

(A Project by Luis Camnitzer, sponsored by the National Library of Spain)

Open call for collaborations


The Last Book is a project to compile written as well as visual statements in which the authors may leave a legacy for future generations. The premise of the project is that book-based culture is coming to an end. On one hand, new technologies have introduced cultural mutations by transferring information to television and the Internet. On the other, there has been an increasing deterioration in the educational systems (as much in the First World as on the periphery) and a proliferation of religious and anti-intellectual fundamentalisms. The Last Book will serve as a time-capsule and leave a document and testament of our time, as well as a stimulus for a possible reactivation of culture in case of disappearance by negligence, catastrophe or conflagration. Contributions to this project will be limited to one page and may be e-mailed to [email protected] or mailed to Luis Camnitzer, 124 Susquehanna Ave., Great Neck NY 11021, USA. In case of submission of originals, these will not be returned. The book will be exhibited as an installation at the entrance of the Museum of the National Library of Spain in Madrid at some point of 2008. Pages will be added during the duration of the project, with the intention of an eventual publication of an abridged version selected by Luis Camnitzer, curator of the project. The tentative deadline is March 31, 2008.This call is open and we hope that it will be resent to as many potential contributors
as possible.

The Electronic Disturbance Theater

Grupo de ativismo social radical que atua no méxico e nos estados unidos tendo como ferramentas ações performáticas e tecnologia digital. Leia o trecho em inglês e clique no link para saber +. Para os que não lêem inglês, segue também link em espanhol com o membro do grupo Ricardo Dominguez.

“The Electronic Disturbance Theater (EDT) is a small group of cyber activists and artists engaged in developing the theory and practice of Electronic Civil Disobedience (ECD). Until now the group has focused its electronic actions against the Mexican and U.S. governments to draw attention to the war being waged against the Zapatistas and others in Mexico. But ECD tactics have potential application by a range of political and artistic movements. The Electronic Disturbance Theater, working at the intersections of radical politics, recombinant and performance art, and computer software design, has produced an ECD device called Flood Net, URL based software used to flood and block an opponent�s web site. While at present a catalyst for moving forward with ECD tactics, the Electronic Disturbance Theater hopes to eventually blend into the background to become one of many small autonomous groups heightening and enhancing the ways and means of computerized resistance.”

link: EDTECD
Entrevista com Ricardo Dominguez (esp): http://www.rebelion.org/cultura/040127rd.htm

[[[ ESTUDIOS VISUALES ]]]

Site da revista espanhola de arte e cultura contemporânea
[[[ ESTUDIOS VISUALES ]]]

Alguns textos podem ser baixados na íntegra e de outros podem ser lidas apenas as primeiras páginas. Entretanto a revista tem uma assinatura relativamente barata e como podemos observar, os textos são de altíssima qualidade. Nada que se compare às ridículas (por que rasas e preconceituosas) discussões jornalísticas sobre a validade ou não das práticas artísticas contemporâneas que têm assolado alguns periódicos nacionais.

Rijksakademie – Residency – Inscrições abertas

Um dos mais conhecidos programas de residência internacional é o da Rijksakademie em Amsterdam e está recebendo inscrições de artistas. O principal quesito é ter uma carreira profissional em andamento. Para mais informações e o formulários, acesse o site da Rijksakademie – Residency

“The Rijksakademie has some fifty studios. Annually, about half are vacated. Of some 1300 applications each year from roughly eighty countries, approximately twenty-five artists are selected for a residency. Resident artists have usually successfully completed their studies and have worked independently as artists for a number of years. Experience has learned that a residency at the Rijksakademie at this stage of their careers (3 to 5 years after studying) has the greatest impact.
Admission is initially for a work period of one year (January to December). Whether a second year is considered worthwhile, will be decided by mutual agreement.”

Como atiçar a brasa: Arte e Fla x Flus, por Daniela Labra

“É admirável como as discussões públicas sobre o tema Arte Contemporânea se tornam verdadeiros Fla x Flus muito facilmente. De um lado, críticos e artistas inconformados com a história do século XX que transformou a arte numa espécie de engodo para satisfazer um mercado consumista, fabricante de estrelas fugazes das artes plásticas, muitas vezes sem preparo técnico adequado.
Do outro lado da discussão, outros artistas, críticos, curadores e todos os que se interessam positivamente pelo tema, não o compreendendo como uma aberração histórica, mas como um caminho estranho e instigante que a arte tomou ao se desligar de sua premissa número um que era representar mimeticamente a natureza.”

Para ler o texto na íntegra e ver os comentários acesse o Canal Contemporâneo na seção: Como atiçar a brasa: Arte e Fla x Flus, por Daniela Labra

Santiago Sierra

Já deveria ter postado o link deste artista há muito tempo. Por razões inexplicáveis ele não constava nos registros do artesquema até agora.
O artista espanhol residente no México, Santiago Sierra tem um trabalho politicamente afiado e suas obras são verdadeiros acontecimentos que lidam com poderes e desigualdades reais do sistema sócio-econômico.
Esse é o caso de “133 pessoas remuneradas para tingir o cabelo de louro” que consistiu em convidar trabalhadores imigrantes de cabelos negros residentes ilegalmente em Veneza, para serem alourados numa grande sessão de tingimento durante a abertura da Bienal de Arte de Veneza, em 2001. Cada um ganhou cerca de US$ 60,00 pelo ‘serviço’ – e voltou para as ruas.

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Visite o site do artista para conhecer outros projetos de Santiago Sierra

Árvore de Natal II

Patrícia Canetti (www.canalcontemporaneo.art.br) enviou a seguinte nota por email:

Dinheiro público, sim, mas da prefeitura do Rio e não mais da Rouanet, que se limitou, desde o nício da gestão do ministro Gil, ao incentivo dos eventos musicais…
http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=25224
“Tradição nas festas de fim de ano, admirada diariamente por uma média de 80 mil pessoas – segundo estimativas da Prefeitura do Rio de Janeiro – de todos os cantos do Brasil e do exterior, a Árvore de Natal da Bradesco Seguros e Previdência é reconhecida como o terceiro maior evento da cidade do Rio de Janeiro, após apenas o Carnaval e o Réveillon, dois eventos públicos. A Bradesco Seguros e Previdência investe cerca de R$ 3,5 milhões, uma parceria entre a Companhia e a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. É, portanto, o maior evento patrocinado por uma única empresa privada.”

OBS: Ainda parece que o maior evento patrocinado por uma única empresa privada na verdade faz co-patrocínio com a prefeitura (dinheiro público). De todos os modos, se a Lei Rouanet patrocina apenas os eventos musicais, então continua estranho, uma vez que uma das atrações é o próprio Coral do Bradesco Seguros…